Irã: hackers se concentram em autoridades dos EUA

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Publicado quinta-feira, 5 de novembro de 2015 as 11:15, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de Washington/Londres:

O Irã intensificou nas últimas semanas os ataques de hackers contra e-mails e redes sociais de funcionários do governo dos Estados Unidos, em ataques cibernéticos que estariam ligados à prisão de um empresário iraniano-americano em Teerã, disse o Wall Street Journal na quarta-feira.

O jornal, citando autoridades norte-americanas não identificadas, disse que as pessoas que trabalham com a política para o Irã parecem ser o foco dos ataques cibernéticos, já que pessoal no Setor de Assuntos Iranianos do Departamento de Estado e o Gabinete de Assuntos do Oriente Médio estão entre os hackeados. Outros alvos incluem jornalistas e acadêmicos.

Os mais recentes relatos sobre um surto de ataques de hackers ocorrem depois de um acordo internacional histórico em julho que aliviou as severas sanções econômicas contra o Irã em troca de o país reduzir seu programa nuclear para garantir que não será usado para o desenvolvimento de armas.

Os mais recentes relatos sobre um surto de ataques de hackers ocorrem depois de um acordo internacional
Os mais recentes relatos sobre um surto de ataques de hackers ocorrem depois de um acordo internacional

Hackers a serviço da Guarda Revolucionária, um poderoso ramo do Exército iraniano, fizeram regularmente ataques contra agências do governo dos EUA nos últimos anos, mas uma fonte disse ao jornal que a ação se intensificou após a prisão de Siamak Namazi em meados de outubro.

– Estamos cientes de determinados relatos envolvendo o Irã – disse um alto funcionário do governo à Reuters em resposta à reportagem do WSJ. “Embora eu não tenha comentários a fazer sobre reportagens específicas, estamos cientes de que hackers do Irã e de outros lugares costumam usar ataques cibernéticos para obter informações ou fazer conexões com os objetivos de seu interesse.”

Namazi é chefe de planejamento estratégico da Crescent Petroleum, uma companhia de petróleo e gás nos Emirados Árabes Unidos, e trabalhou para grupos de estudo e consultoria em Washington. Ele tinha sido detido e interrogado regularmente pelos Guardas Revolucionários antes de sua prisão.

Autoridades dos EUA acreditam que alguns dos ataques mais recentes podem estar ligados a relatos sobre a prisão de cidadãos de dupla nacionalidade e outros”, disse uma fonte ao jornal.

Uso da Internet

O Reino Unido anunciou nesta quarta-feira planos para aumentar seu poder de vigilância, incluindo o direito de identificar quais sites usuários visitam na Internet, medidas consideradas vitais pelos ministros para manter o país seguro, mas que segundo críticos se trata de um ataque às liberdades.

A secretária do Interior, Theresa May, disse a parlamentares que o novo documento detalha pela primeira vez o que os espiões podem fazer e como serão supervisionados.

– (O documento) tornará as garantias e as medidas de supervisão mais fortes – comentou. “E dará aos homens e mulheres de nossas agências de segurança e de inteligência… os poderes que precisam para proteger nosso país.”

As operadoras de serviços de comunicação poderão ter de guardar durante um ano os dados de navegação de Internet de seus clientes. A secretária garantiu que muitas das medidas da nova lei só atualizam os poderes existentes ou explicam melhor suas atribuições.

O acesso de policiais e espiões ao uso da Internet se limitaria a “históricos de conexão à Internet”, quais sites foram visitados por usuários, mas não quais páginas em particular, e não seu histórico de navegação, declarou.