IPCA sobe 0,21% em março e reduz alta em 12 meses

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Publicado quinta-feira, 5 de abril de 2012 as 10:14, por: cdb
IPCA
O IPCA avançou 5,24% no mês passado, desacelerando dos 5,85% de fevereiro. A taxa foi a menor desde outubro de 2010, quando estava em 5,20%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu menos do que o esperado em março ao registrar alta de 0,21%, após avanço de 0,45% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Foi a menor taxa desde julho de 2011, quando atingiu 0,16%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA avançou 5,24% no mês passado, desacelerando dos 5,85% de fevereiro. A taxa foi a menor desde outubro de 2010, quando estava em 5,20%.

Analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters previam que o indicador teria alta de 0,36% em março, segundo mediana da pesquisa Reuters, com as previsões variando entre 0,30% a 0,40%. Para o acumulado em 12 meses, a expectativa era de 5,4%.

Segundo o IBGE, a forte desaceleração do IPCA em março deveu-se ao grupo Educação, que depois de avançar 5,62% em fevereiro, com um impacto de 0,25 ponto porcentual, agora teve alta de 0,54%, com impacto de apenas 0,02 ponto.

Tirando os grupos Alimentação e Bebidas (que passou de 0,19% em fevereiro para 0,25% em março) e Transportes (de -0,33% para 0,16%), os demais setores apresentaram resultados inferiores aos registrados no mês anterior.

Já havia sinais de que o índice continuava perdendo fôlego. O IPCA-15 de março -considerado uma prévia da inflação oficial- subiu 0,25%, mostrando uma forte desaceleração ante a alta de 0,53% registrada em fevereiro. O resultado veio bem abaixo das expectativas do mercado.

Com os preços perdendo força, o Banco Central vem implementando uma política monetária mais branda, tendo reduzido a Selic -hoje em 9,75% ao ano- em 2,75 pontos percentuais desde agosto passado. E deve continuar reduzindo, já que a própria autoridade monetária deixou claro que pretende levar a taxa básica de juros do país a patamares “ligeiramente” acima dos níveis históricos, de 8,75%.

A expectativa do mercado é de que a Selic recue para 9% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dias 17 e 18. Com juros mais baixos, os empréstimos também ficam mais baratos, estimulando o consumo e a atividade.

O objetivo é dar fôlego para que o Brasil cresça ao redor de 4% neste ano, depois da expansão de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011.