Into reduz fila de cirurgias ortopédicas pelo SUS

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Publicado quinta-feira, 4 de junho de 2015 as 14:00, por: cdb
Atualizado em 15/04/16 06:12
De janeiro a abril deste ano, houve 3.289 cirurgias
De janeiro a abril deste ano, houve 3.289 cirurgias

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) encerrou o primeiro quadrimestre do ano com 72% a mais de cirurgias e 22% a mais de atendimentos ambulatoriais do que no mesmo período do ano passado. De janeiro a abril deste ano, houve 3.289 cirurgias, enquanto em igual período de 2014 haviam sido 1.908. Iniciativas como o recadastramento de 8.251 pacientes na lista de espera por cirurgias foram tomadas nos últimos dois anos justamente para acelerar o atendimento cirúrgico.

É importante destacar, ainda, que 36% das cirurgias realizadas neste ano são de alta complexidade, percentual que vem aumentando ao longo dos anos, já que o Into é a referência ortopédica do Sistema Único de Saúde (SUS) e a única instituição com condições de realizar alguns desses procedimentos. A fila de espera por cirurgias, que recebe novos pacientes de todo o país a cada dia, foi reduzida. Em 30 de abril deste ano, havia 16.820 na fila, enquanto em 30 de abril do ano passado eram 17.854.

– Modernizamos nosso sistema de cadastro para melhorar a vida do usuário do SUS, proveniente de várias localidades além do estado do Rio de Janeiro. Há procedimentos cirúrgicos de alta complexidade e altíssimo custo que apenas o Into tem a capacidade de realizar em larga escala na rede pública e, para estes, recebemos pacientes de todo o país – ressalta o diretor-geral do Into, João Matheus Guimarães.

Além da modernização do sistema de cadastro, as consultas de revisão de todas as subespecialidades ortopédicas e a parceria com unidades de saúde que possuem serviço de ortopedia e realizam procedimentos de baixa e média complexidade explicam essa melhoria do desempenho assistencial. O número de atendimentos ambulatoriais no primeiro quadrimestre deste ano chegou a 70.304. No mesmo período do ano passado, haviam sido 57.738.

O Into assinou um termo de ajuste com o Ministério Público Federal no final de 2014 para reduzir a fila de cirurgias. A meta este ano é de chegar a 10,6 mil cirurgias. Em 2014, foram 7.560. “Estamos trabalhando atualmente na redução do tempo de espera por cirurgias, e não na extinção da fila, já que a entrada de pacientes é constante, em torno de 8 mil novos casos por ano”, afirma o coordenador assistencial do Into, Naasson Cavanellas.

O Into ainda fechou parcerias com secretarias estaduais para levar a pontos longínquos do país mutirões de cirurgias. Profissionais especializados em traumatologia e ortopedia e os equipamentos cirúrgicos do Instituto são deslocados para os estados da Região Norte, especialmente, nessa ação conhecida como o Projeto Suporte, do Into.

Este ano, entre abril e maio, houve 60 cirurgias de joelho e quadril em Rio Branco/AC, algumas das especialidades com maior número de pacientes em espera. Em 15 de junho, começam as cirurgias de joelho em Rondônia. Em 7 de julho, nesse mesmo estado, está previsto o começo do mutirão de cirurgias de quadril.

A equipe do Projeto Suporte é composta por 16 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, envolvidos diretamente na ação, que tem a duração de uma semana. Em 11 anos de projeto, já foram promovidas 105 ações em 25 Estados, principalmente na Região Norte, com a realização de 4.352 consultas, 2.338 cirurgias, além de 54 jornadas científicas e intercâmbios de ortopedia com médicos locais.