Intelectuais de alta patente mundial consideram Lula um preso político

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Publicado terça-feira, 29 de maio de 2018 as 14:36, por: cdb
Atualizado em 20/08/18 20:07

Manifesto é apoiado por acadêmicos e intelectuais dos quatro continente, principalmente dos EUA e Europa. O documento expõe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro contra Lula.

 

Por Redação, com RBA – de São Paulo

 

Uma lista com 300 dos nomes mais influentes no campo intelectual do Ocidente acaba de subscrever o manifesto intitulado “Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!”. Juristas, sociólogos e acadêmicos de projeção indiscutível denunciam a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Boaventura de Sousa Santos citou o movimento dos sem-teto como exemplo de resistência
Boaventura de Sousa Santos é um signatários do manifesto em favor de Lula

O documento expõe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro contra Lula, que passa a ser considerado um prisioneiro político; no campo político internacional

O documento declara que a comunidade internacional deve trata-lo como tal e demanda sua imediata libertação. Entre outros, o manifesto é assinado por Tariq Ali, Noam Chomsky; Angela Davis, Leonardo Padura; Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos, Slavoj Žižek; Karl Klare e Friedrich Müller.

Intelectuais

O manifesto é apoiado por acadêmicos e intelectuais de todo o mundo, mas principalmente dos EUA e da Europa. Ele será traduzido para outras línguas e está aberto para apoio acadêmico adicional no site https://chn.ge/2kpoxzi.

A petição declara que “os abusos do poder judiciário contra Lula da Silva configuram uma perseguição política mal disfarçada sob manto legal. Lula da Silva é um preso político. Sua detenção mancha a democracia brasileira. Os defensores da democracia e da justiça social no Oriente e no Ocidente; no Norte e no Sul do globo, devem se unir a um movimento mundial para exigir a libertação de Lula da Silva”.

O manifesto é endossado por juristas mundialmente famosos, tais como Karl Klare, Friedrich Müller, António José Avelãs Nunes e Jonathan Simon. Eminentes pesquisadores do poder e da perseguição judicial (Lawfare), como John Comaroff, Eve Darian-Smith, Tamar Herzog e Elizabeth Mertz, também são apoiadores.

Adicionalmente, a petição é subscrita por intelectuais de renome global como Robert Brenner, Wendy Brown; Axel Honneth, Fredric R. Jameson e Carole Pateman.

Especialistas

Sociólogos proeminentes como Fred Block, Mark Blyth, Michael Burawoy, Peter Evans, Neil Fligstein, Marion Fourcade, Frances Fox Piven, Michael Heinrich, Michael Löwy, Laura Nader, Erik Olin Wright, Dylan Riley, Ananya Roy, Wolfgang Streeck, Göran Therborn, Michael J. Watts e Suzi Weissman também assinaram o manifesto.

O documento é apoiado por especialistas reconhecidos e diretores de centros de pesquisa em Estudos Latino-Americanos como Alex Borucki, Aviva Chomsky; Brodwyn Fischer, Barbara Fritz, James N. Green; Victoria Langland, Mara Loveman, Carlos Marichal; Teresa A. Meade, Tianna Paschel, Erika Robb Larkins; Aaron Schneider, Stanley J. Stein e Barbara Weinstein.

Ademais, é endossado por economistas globalmente reconhecidos como Dean Baker; Ha-Joon Chang, Giovanni Dosi, Gérard Duménil; Gary Dymski, Geoffrey Hodgson, Costas Lapavitsas; Marc Lavoie, Thomas Palley, Robert Pollin; Pierre Salama, Guy Standing, Robert H. Wade e Mark Weisbrot.