Inspetores visitam indústrias que produzem e controlam mísseis Al-Summud

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Publicado domingo, 23 de fevereiro de 2003 as 13:40, por: cdb

Os inspetores de armas da ONU revistaram hoje, domingo, duas instalações relacionadas com a produção e o controle dos mísseis tipo Al-Summud II, que, segundo os especialistas, foram modificados para ter um alcance maior que o permitido ao Iraque.

Várias equipes de especialistas em mísseis foram esta manhã ao complexo industrial do Al-Fatah, no setor noroeste de Bagdá, onde são fabricados componentes para os sistemas de controle a distância dos citados mísseis, informou o Ministério iraquiano de Informação.

Outro grupo de inspetores internacionais viajou até a fábrica do Al-Rafah, cerca de 100 quilômetros ao sul de Bagdá, onde são testadas várias classes de mísseis, entre eles os polêmicos Al-Summud II, uma variante dos Scud russos.

O chefe dos inspetores da ONU, Hans Blix, deu um ultimato ao Iraque para que a partir do próximo 1 de março comece a destruir todos os Al-Summud II porque excedem o alcance de 150 quilômetros de alcance autorizado ao Iraque.

Com este objetivo, equipes de especialistas internacionais visitaram no sábado a fábrica de Ibn Haizam, onde exigiram que seu diretor começe a eliminar os mísseis, algo que deixará o Iraque sem defesas numa invasão terrestre.

Na inspeção dos complexos dedicados à fabricação de mísseis, os inspetores revistaram hoje uma fábrica de motores militares, uma companhia de equipamentos elétricos e uma fábrica de desodorantes, especificou o Ministério iraquiano de Informação.

A equipe que trabalha na cidade setentrional de Mossul, cerca de 400 quilômetros ao norte de Bagdá, visitou um centro veterinário, acrescentou.

A imprensa iraquiana critica hoje a decisão dos EUA de apresentar um novo projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU, e ressaltou que a Administração de Washington a cada dia “está mais isolada”.

“A Administração Bush agora parece confusa: não sabe o que fazer, nem como comportar-se. O Iraque não tem armamento (não convencional) de extermínio em massa e a comunidade internacional se opõe a agressão”, publica o diário Al-Zawra, órgão do partido governante Baas.

“Se Bush impede a guerra, responderá aos pedidos do povo norte-americano que se opõe a uma intervenção militar. Qualquer visitante é bem-vindo a Bagdá, mas os agressores sairão derrotados”, conclui o jornal.