Inspetores querem entrevistar mais cientistas iraquianos

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Publicado domingo, 9 de fevereiro de 2003 as 12:14, por: cdb

Os chefes dos inspetores de armas da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deram início à segunda e última rodada de conversações com autoridades iraquianas em Bagdá, antes de fazerem um relatório à ONU que está sendo considerado crucial por analistas.

Hans Blix e Mohamed El Baradei esperam que o governo iraquiano concorde com mais entrevistas particulares com cientistas.

Eles descreveram como útil e substancial o primeiro dia de discussões – que estão sendo vistas como a última chance de se evitar uma guerra.

Mas a França e a Alemanha estão preparando um plano de paz a ser apresentado ao Conselho de Segurança da ONU na próxima sexta-feira, o mesmo dia em que os inspetores vão apresentar seu relatório.

Apoio

A Rússia, que como a França tem poder de veto no conselho, diz que vai apoiar as propostas franco-alemãs, o que pode incluir o uso de tropas da ONU como reforço ao trabalho das equipes de inspeção de armas.

Os Estados Unidos, apoiados pela Grã-Bretanha, disseram que estão convencidos de que o presidente do Iraque, Saddam Hussein, ainda mantém armas de destruição em massa proibidas no país, e estão tentando angariar apoio para uma possível invasão.

O Iraque entregou mais documentos aos inspetores, com informações sobre antigos programas de armas de destruição em massa.

Fontes do ministério das Relações Exteriores iraquiano disseram que um quinto cientista foi entrevistado em particular por inspetores.

A correspondente da BBC em Bagdá, Kim Ghattas, afirma que a entrevista foi pedida por membros da AIEA.

Mas os inspetores também esperam entrevistar inspetores fora do Iraque, onde, acreditam, eles terão mais liberdade para falar.

Blix e Baradei também querem que o Iraque faça novas leis banindo o desenvolvimento de armas proibidas e permitindo que aviões de vigilância U-2 sobrevoem o país.

No sábado, os inspetores conversaram com autoridades iraquianas por quatro horas e receberam documentos que, segundo ele, serão estudados cuidadosamente.