Inglaterra celebra o centenário de Graham Greene

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Publicado domingo, 3 de outubro de 2004 as 09:55, por: cdb

O escritor britânico John Mortimer participa de uma das muitas homenagens marcadas para este sábado em comemoração ao centenário do autor britânico Graham Greene.

Mortimer faz uma palestra sobre a vida e a obra de Greene na ex-escola do lendário autor em Hertfordshire, no norte de Londres.

Greene, autor de clássicos como Fim de Caso e Nosso Homem em Havana, morreu em 1991 aos 86 anos.

Além do evento na ex-escola de Greene, a Biblioteca Britânica, em Londres, exibirá uma série de objetos e manuscritos do escritor.

A exposição também traz informações sobre o que mais fascinava o escritor e que serviu de inspiração para os seus livros: a espionagem, o alcoolismo e as viagens.

Na semana que vem, o alternativo, porém tradicionalíssimo, Almeida Theatre começa a exibir uma nova montagem do thriller Brighton Rock (O Condenado), considerada uma das obras mais polêmicas de Graham Greene.

Peça

A peça foi dirigida por Michael Attenborough cujo pai, Richard, estrelou a versão de Brighton Rock para o cinema, em 1947.

O terceiro e último volume da biografia de Graham Greene também será publicado esta semana por Norman Sherry.

Graham Greene escreveu o seu primeiro romance, The Man Within, enquanto trabalhava no jornal inglês The Times. Depois, ele deixou o jornalismo para trabalhar como escritor.

A paixão do escritor pelas viagens se reflete constantemente em seus livros. Por exemplo, uma viagem de Greene ao México deu origem a O Poder e A Glória.

Vietnam, o Congo Belga, Cuba, Quênia e Haiti foram alguns dos países visitados por Graham Greene.

Entre suas obras mais famosas estão ainda O Americano Tranquilo, O Fator Humano e O Terceiro Homem.

Várias de suas obras foram adaptadas com sucesso para o cinema. Muitos dos livros tratam de ingleses tentando se adaptar a situações extremas em localidades exóticas.

Fé e moral

É comum os romances de Graham Greene explorarem os confrontos entre fé e desejo e políticas e moralidade.

Graham Greene teve uma vida bastante agitada e glamurosa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele traballhou como agente secreto britânico no Oeste da África.

Além de muitos casos extra-conjugais, o escritor conviveu com algumas das figuras mais importantes de seu tempo como TS Eliot, Evelyn Waugh, Ian Fleming e Noel Coward.