Inflação semanal sobe pela terceira vez seguida

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Publicado terça-feira, 2 de dezembro de 2003 as 09:59, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado com base nos preços coletados entre 27 de outubro e 25 de novembro, registrou variação de 0,31%. O resultado significou 0,02 ponto percentual acima do verificado na semana anterior.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, trata-se da terceira aceleração consecutiva do indicador no mês de novembro. Conforme apuração da FGV, o principal fator individual de pressão foi o reajuste dos jogos lotéricos, que chegou a 56,33%, contribuíndo com 0,17 ponto percentual para a formação da taxa do indicador.

Desconsiderando o reajuste dos jogos, a taxa de variação do IPC-S teria sido de 0,14% ou 0,04 ponto abaixo da apurada na semana anterior (após o mesmo exercício de exclusão). Desta forma, a FGV conclui que sem a influência deste reajuste, o indicador poderia estar registrando taxas decrescentes ao longo do mês.

Saúde e Cuidados Pessoais

A taxa o grupo Saúde e Cuidados Pessoais foi 0,14 ponto percentual inferior a apura na semana passada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S).

Na semana referente ao período de coleta de 27 de outubro a 25 de novembro, o grupo apresentou variação de 0,16%, frente 0,30% do período imediatamente anterior.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, as taxas dos subgrupos serviços de saúde e produtos médico-odontológicos se mantiveram estáveis em relação à última semana, mas a taxa do subgrupo cuidados pessoais exibiu expressiva redução.

Artigos de higiene, com deflação de 0,40 ponto percentual, e serviços de cuidados pessoais, com variação negativa de 0,44%, contribuíram para a redução da taxa do subgrupo.

Alimentos

O grupo alimentação manteve o ciclo de desaceleração iniciado em novembro, voltando a apresentar deflação, após três semanas de preços em elevação.

Dentro do IPC-S calculado entre 27 de outubro e 25 de novembro, o grupo alimentação registrou variação negativa de 0,03%, contra 0,03% da semana anterior.

De acordo com a FGV, a trajetória dos alimentos pode ser entendida como indicação do fim do efeito da entressafra. Doze dos vinte itens componentes desse grupo apresentaram taxas mais baixas em relação as apuradas na semana anterior.

Hortaliças e legumes, adoçantes e carnes foram os itens que mais contribuíram para a desaceleração dos preços que compõem o grupo alimentos. Em sentido oposto, ficaram as frutas, influenciadas pela evolução dos preços da banana, maçã e uva; e óleos e gorduras, que teve como destaque a alta de 6,7% do óleo de soja.

Já as carnes em geral continuaram exercendo influência positiva na composição do grupo. Somente aves e ovos e carnes de outros animais estão exibindo taxas negativas na apuração desta semana.

Habitação

O reajuste das tarifas de eletricidade em Goiânia, Porto Alegre e Rio de Janeiro influeciaram os preços do grupo Habitação na semana de entre 27 de outubro e 25 de novembro.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, mesmo com esses reajustes não houve inversão da tendência de desaceleração.

Na semana em análise, o grupo Habitação registrou variação de 0,12%, contra 0,25% da semana anterior.

Transportes

A taxa do grupo Transportes elevou-se em 0,27 ponto percentual (p.p.), de 0,02% para 0,29%. A aceleração partiu das tarifas de ônibus urbanos, gasolina e álcool combustível. O reajuste de ônibus urbano no Rio de Janeiro, ocorrido em 1/11, pelo efeito pró-rata, passou de 0,90% para 1,38%.

A variação da gasolina foi de 0,29%, com crescimento de 0,44 p.p.. O álcool ainda registrou queda, de 2,07%, mas a taxa teve aceleração de 0,67 p.p..

Despesas Diversas

O grupo Despesas Diversas (de 3,16% para 4,66%) novamente registrou a maior variação entre os grupos deste IPC-S, com avanço de 1,50 p.p.. O principal motivo foi o reajuste das loterias, a partir de 3 de novembro.

No final deste mês, a contribuição deste reajuste será de aproximadamente 0,22 p.p., visto que o reajuste médio dos jogos acompanhados pelo IPC-S foi d