Inflação segue moderada na maior parte do país, revelam pesquisas

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Publicado segunda-feira, 19 de outubro de 2009 as 12:40, por: cdb

O Índice de Preços ao Consumidor ( IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), teve a sexta queda seguida no ritmo de alta, atingindo 0,09%, na segunda prévia de outubro. Foi a taxa mais baixa desde a segunda prévia de novembro de 2007, quando o IPC fechou em 0,05%. O resultado reflete, principalmente, o recuo de preços dos alimentos, que caíram em média 0,93%, na quarta deflação consecutiva. Na apuração anterior, o IPC da alimentação tinha sido de -0,88%, depois de fechar setembro em -0,63%.

Dos sete grupos pesquisados, quatro mantiveram-se em alta, ainda que com taxas decrescentes: despesas pessoais com 0,22% ante 0,34%; saúde passou de uma alta de 0,67% para 0,65%; vestuário, de 0,66% para 0,41% e educação, de 0,08% para 0,06%. Os dois grupos restantes apresentaram elevações com velocidade acima da medição anterior: habitação em 0,39% ante 0,38% e transportes teve alta de 0,52% ante 0,42%.

Nas capitais

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou menor na segunda semana de outubro em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), segundo levantamento divulgado hoje (19). A queda mais intensa do índice ocorreu em Belo Horizonte, onde a taxa foi de 0,15%, ante variação de 0,53% na primeira apuração do mês.

Em São Paulo, capital com maior peso na formação do IPC-S, houve redução do ritmo de alta e o índice ficou em 0,06%, depois de ter registrado 0,34%. O mesmo movimento ocorreu em Brasília (de 0,39% para 0,34%), Porto Alegre (de 0,29% para 0,19%) e no Rio de Janeiro (de 0,17% para 0,10%). Já em Recife (de –0,09% para –0,37%) e em Salvador (de -0,03% para -0,05%) a FGV apurou deflação ainda mais intensa.

Conforme levantamento divulgado na semana passada pela fundação, o IPC-S de 15 de outubro ficou em 0,05%, a menor taxa desde a quarta semana de setembro de 2008, quando o índice registrou variação de -0,09%. A principal contribuição para o resultado foi a queda nos preços dos itens do grupo alimentação, que tiveram deflação de 0,95% contra queda de 0,15% na semana anterior.