Inflação recua antes de definição do Copom

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 20 de maio de 2003 as 09:07, por: cdb

Deixando para trás o impacto dos altos preços de alimentos e remédios, a inflação em São Paulo voltou a cair, um dia antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar sua decisão sobre os juros.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta terça-feira que a inflação ao consumidor recuou para 0,30% na segunda quadrissemana de maio, após registrar 0,40% na primeira.

O número marca a quarta semana consecutiva de desaceleração da taxa e soma-se a outros índices positivos de preços, como o IGP-M, divulgado na segunda-feira, que registrou na segunda prévia de maio uma deflação de 0,28%, pela primeira vez desde março de 2002.

Mas a maioria dos analistas consultados em uma sondagem da Reuters na semana passada -18 de 26- acredita que o Copom optará por manter os juros em 26,5%, esperando a confirmação da tendência de desaceleração dos preços.

A previsão de Heron do Carmo, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, para a taxa deste mês é de 0,30%, aliviada pela queda dos preços de combustíveis.

A projeção é a mesma do mercado, segundo a mediana de uma pesquisa do Banco Central junto a cerca de 100 instituições financeiras. O IPC fechou abril com alta de 0,57%.

Pela primeira vez em meses um dos componentes do IPC apresentou deflação. O grupo Transportes -que compreende os combustíveis- teve queda de preços de 0,14%.

O grupo do índice que apresentou a maior alta na segunda quadrissemana foi Vestuário, cujos preços subiram em média 1,23% em razão do Dia das Mães.

Já Alimentos e Saúde, os vilões do mês passado, tiveram altas bem menores, de 0,30 e 0,25%, contra 0,49 e 0,33%, respectivamente, na primeira quadrissemana.

A inflação da segunda quadrissemana corresponde ao período de 30 dias encerrado em 15 de maio, comparado com as quatro semanas imediatamente anteriores.

O IPC compreende a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.