Inflação pelo IGP-M recua para 0,23% na 1ª prévia de novembro

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Publicado segunda-feira, 10 de novembro de 2003 as 23:06, por: cdb

Influenciada pelos menores custos dos produtos agrícolas e dos combustíveis, a inflação medida pelo IGP-M desacelerou na primeira prévia de novembro, confirmando que as perspectivas para a inflação no médio prazo continuam favoráveis.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 0,23%, abaixo da alta de 0,37% na primeira prévia do mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. Em todo o mês de outubro, a inflação pelo IGP-M recuou mais que o previsto para 0,38%.

A estimativa de alguns economistas mais otimistas apontava para um índice em torno de 0,1%.

Salomão Quadros, economista da FGV, disse que a recuperação da atividade econômica, como mostraram recentes dados da produção industrial, não está provocando uma pressão de preços.

“As preocupações em torno do reaquecimento da economia sobre os preços não se justificam, não há sinal de que o reaquecimento está forçando uma alta de preços”, disse ele a repórteres.

“A principal alta veio do óleo de soja, que subiu 11% no atacado em virtude de um choque de oferta no mercado internacional. Não tem nada a ver com demanda”, completou.

Os produtos agrícolas no atacado subiram 0,2% após um avanço de 1,43% na primeira prévia de outubro, enquanto os combustíveis, que haviam registrado queda de 0,43%, caíram mais ainda na primeira prévia de novembro, recuando 0,78%.

No total, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), avançaram 0,26%, abaixo da alta de 0,41% na primeira prévia de outubro. O IPA tem peso de 60% no índice geral.

Já os preços no varejo, apurados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, subiram 0,13%, comparado com uma alta de 0,37% em igual período do mês anterior. As maiores contribuições foram dos alimentos e transportes, que registraram deflação de 0,05% e 0,33%, respectivamente.

O Índice Nacional do Custo de Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,30%, superando o avanço de 0,16% na primeira prévia de outubro. O INCC tem peso de 10%.

Segundo Quadros, o panorama para a inflação é favorável, embora acredite que o número de novembro fique um pouco acima da de outubro por conta de pressões já previstas de tarifas. Ainda assim, reiterou que o resultado do IGP-M não deverá ser preocupante.

No ano, o índice acumula alta de 7,77% e, em 12 meses, de 11,81%.