Indústria ainda contrai em julho, mostra PMI

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Publicado segunda-feira, 1 de agosto de 2016 as 11:32, por: cdb

O PMI da indústria brasileira subiu a 46,0 em julho contra 43,2 em junho, mas ainda está abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração

Por Redação, com Reuters – de São Paulo:

As novas encomendas e a produção na categoria de bens intermediários subiram pela primeira vez em um ano e meio em julho, mas isso não foi o suficiente para tirar o setor industrial da zona de contração, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.

Indústria
A demanda fraca continuou a resultar em queda das novas encomendas em julho, mas a contração da entrada de novos pedidos foi a mais fraca desde fevereiro de 2015

O Markit informou que o PMI da indústria brasileira subiu a 46,0 em julho contra 43,2 em junho, nível mais alto em quatro meses. Entretanto, ainda permanece abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, pelo 18º mês seguido.

– Uma recuperação na categoria de bens intermediários agiu para compensar parcialmente as contínuas contrações nos setores de bens de consumo e investimento – destacou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

A demanda fraca continuou a resultar em queda das novas encomendas em julho, mas a contração da entrada de novos pedidos foi a mais fraca desde fevereiro de 2015 graças ao setor de bens intermediários, já que mais quedas foram registradas nas categorias de bens de consumo e de investimento.

As encomendas do exterior também caíram, e assim a indústria do país voltou a reduzir a produção, porém no ritmo mais lento da atual sequência de 18 meses de perdas, mais uma vez graças aos bens intermediários.

Porém os empresários continuaram buscando reduzir os custos, e os cortes de empregos foram registrados nos três setores.

Em relação aos preços, tanto os custos de insumos quanto de produção aumentaram a taxas mais fracas, porém permaneceram em níveis elevados.

– Se a redução das tendências inflacionárias continuar nos próximos meses, provavelmente veremos o Banco Central afrouxar a política monetária em um esforço para tirar o Brasil da recessão – completou Pollyanna.

A alta nos custos foi associada a preços mais elevados de petróleo, aço, serviços públicos e embalagens. Isso foi repassado aos clientes, com os preços de produção, ainda que mais fracos, acima da tendência de longo prazo, com destaque para os bens consumo.

O IBGE divulga na terça-feira os dados de produção da indústria em junho. Em maio, o setor ficou estagnado, interrompendo dois meses seguidos de alta.

Mesmo com a fraqueza da produção, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) avançou em julho pela quinta vez seguida, atingindo o maior patamar desde novembro de 2014.