Índios fazem ritual da dança mista no Sábado de Aleluia

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Publicado sexta-feira, 18 de abril de 2003 as 19:44, por: cdb

Ao invés da tradicional malhação do Judas, que acontece no próximo sábado, em todo o país, as comunidades indígenas de Aracruz, no norte do Espírito Santo, que reúne quatro aldeias tupiniquins e guaranis, comemorarão a Páscoa de maneira diferente.

Três grupos de índios tupiniquins e guaranis vão praticar, pela primeira vez, um ritual indígena de dança mista, da qual participarão homens e mulheres, num total de 40 dançarinos. O acontecimento faz parte da 24ª Festa Indígena do Espírito Santo, que tem início no próximo sábado, Sábado de Aleluia, que coincidentemente caiu no Dia do Índio, e prossegue até o domingo de Páscoa.

A dança mista é inspirada na história antiga e na cultura milenar dos índios e se caracteriza pelos movimentos circulares e andamentos uniformes, com todos os participantes paramentados especialmente para a ocasião.

Mas somente remanescentes tupiniquins é que participarão desta dança e, durante quatro meses, eles ensaiaram sob a coordenação do dançarino indígena Salvador Pereira, o Mizinho. Nesta 24ª Festa Indígena, haverá também a apresentação de outros seis grupos de dança, a maioria formada por curumins (crianças). Os guaranis farão um espetáculo de dança especial na abertura da festa, às 9h do próximo sábado.

Nas aldeias Irajá e Pau-Brasil, haverá apresentação da dança dos guerreiros, que, pela primeira vez, também participarão do ritual junto com os índios da aldeia Caieiras Velha. Este ano, a atração da Festa Indígena, que leva centenas de turistas às aldeias, contará com um outro componente cultural capixaba. Trata-se da apresentação da Banda de Congo da Barra do Jucu, imortalizada na música “Madalena do Jucu”, do sambista Martinho da Vila.