Índice de confiança dos industriais é o maior desde o início da crise

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Publicado quarta-feira, 28 de outubro de 2009 as 10:27, por: cdb

O Índice de Confiança na Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,7%, em outubro, sobre o mês anterior. Numa escala de zero a 200, passou de 109,2 para 112,2 pontos, o maior nível desde setembro do ano passado, quando foi deflagrada a crise financeira internacional. Naquele período, o levantamento havia constatado 115 pontos.

Na comparação com o resultado de igual período do ano passado, foi registrada a primeira alta dos últimos 13 meses (7,4%), “comparação favorecida pelo fato de que a coleta de dados de outubro de 2008 já estava influenciada pelo aprofundamento da crise financeira internacional, ocorrida a partir de meados do mês anterior”, segundo a FGV.
. Em outubro do ano passado, a pontuação havia atingido 111,0 ante 109,5 (em setembro). As expectativas demonstradas foram boas tanto em relação ao momento atual quanto ao futuro no curto prazo. O Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 1,4% (de 109,5 para 111,0 pontos) e o Índice de Expectativas (IE) subiu 4,2% (de 108,9 para 113,5 pontos).

A também pesquisa indicou elevação de 4,5% na percepção do setor de um cenário favorável nos próximos meses. Foi o maior índice da série história dessa apuração iniciada, em 1980. Quase na metade das l.065 empresas consultadas (49,8%) a projeção foi otimista e apenas 4,3% manifestaram expectativa ruim para o desempenho econômico.

Fim da crise

Na opinião do presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, a crise econômica está encerrada, “pelo menos no Brasil”, como afirmou a jornalistas. O executivo chega a defender o fim dos subsídios fiscais concedidos pelo governo, tanto nos automóveis quanto na chamada linha branca de eletrodomésticos, por não serem mais necessárias, diante do quadro de crescimento econômico em curso no país. Setúbal, que citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concordou que, no país, a onda de pessimismo e recessão que atingiu os países ricos, não passou de uma “marolinha” no Brasil.

De acordo com o banqueiro, a economia brasileira já está em um ritmo de crescimento na ordem de 4,5% a 5% ao ano no atual trimestre. Na previsão do banqueiro, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá fechar 2009 com crescimento de cerca de 1%. Poderia ser maior, mas foi prejudicado pela “freada” ocorrida no primeiro semestre.