Imposto internacional aos bancos ganha o apoio do governo britânico

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Publicado segunda-feira, 5 de abril de 2010 as 11:05, por: cdb

Inglaterra, França e Alemanha estão próximos de um acordo sobre um imposto internacional dos bancos, que pode ser aprovado em novembro, durante a reunião do G20, em Seul, afirmou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao jornal londrino Financial Times, na edição desta segunda-feira. Ao citar o ceticismo do Canadá sobre o tema e o desejo de Brown de que o imposto seja aplicado a nível mundial, o jornal financeiro britânico destaca que o acordo não poderá ser aprovado na próxima reunião do G20, no mês de junho em Toronto.

Brown aposta em uma decisão do G20, que reúne as grandes potências e os países emergentes, no encontro de novembro em Seul, segundo o “FT”.

– Reino Unido, França e Alemanha discutiram o que podemos fazer juntos. Concordamos sobre a necessidade de uma base comum – declarou Brown, antes de afirmar que espera a união dos Estados Unidos ao projeto.

A Alemanha, aprovou na semana passada, o princípio para a instauração de um imposto sobre os bancos que deve alimentar um fundo de resgate ao setor no caso de uma nova crise. França e Estados Unidos estudam medidas similares, mas não revelaram detalhes dos projetos.

PIGS

A crise internacional do capitalismo, que levou uma série de bancos internacionais à falência e atingiu as economias dos países do bloco europeu conhecidos como PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha, na sigla em inglês), tende a se intensificar. O tipo de problema de dívida pública vivido pelo governo grevo deve se espalhar pela zona do euro e os portugueses poderão ser a próxima vítima, disse nesta segunda-feira o vice-primeiro-ministro grego, Theodoros Pangalos.

Em entrevista ao diário lisboeta Jornal de Negócios, Pangalos acrescentou que a rigidez da Alemanha em relação à Grécia é baseada em uma “abordagem moral e racial” e na ideia de que os gregos não trabalham o suficiente. Pangalos disse que Portugal não deve continuar neutro sobre a questão de a União Europeia ajudar países-membros em dificuldades, após líderes concordarem sobre uma rede de segurança financeira para a Grécia, no final do mês passado.

– Vocês são as próximas vítimas … Eu espero que isso não aconteça e que a solidariedade prevaleça… Mas, se isso não acontecer, a próxima vítima provável será Portugal – advertiu.

Questionado se pensava que a crise se espalhará pela zona do euro, Pangalos disse que “sim, certamente”.

– O que aconteceu conosco (Grécia) agora é porque nós estamos em uma situação pior, mas isso também poderia acontecer na Espanha e em Portugal – concluiu.