Impeachment: comissão dá mais um dia para defesa de Dilma

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Publicado quarta-feira, 27 de julho de 2016 as 10:29, por: cdb

A comissão estendeu o prazo para as últimas alegações da defesa nesta fase do processo de impeachment até o final da tarde de quinta-feira

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília:

O presidente da Comissão do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu mais um dia para que a defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff apresente as alegações finais. Os advogados de Dilma argumentaram que a suspensão dos serviços do site do Senado Federal para manutenção programada, ocorrida no último fim de semana, teria prejudicado o acesso aos autos do processo. A defesa deveria ser apresentada nesta quarta-feira.

comissão especial do impeachment
O senador Raimundo Lira atendeu parcialmente o pedido da defesa da presidenta afastada

A defesa da presidenta afastada queria um adiamento de 48 horas, mas Lira argumentou que a indisponibilidade do portal eletrônico do Senado foi anunciada com antecedência. Além disso, ainda segundo o senador do PMDB, o sistema permite que os arquivos sejam baixados para consulta no computador do usuário sem necessidade de acesso à internet e o site voltou ao funcionar antes de dois dias de suspensão.

O senador Raimundo Lira atendeu parcialmente o pedido da defesa e estendeu o prazo para as últimas alegações da defesa nesta fase do processo de impeachment até o final da tarde de quinta-feira.

Acusação

Nas alegações finais da acusação apresentadas em 12 de julho à Comissão Especial do Impeachment do Senado, os autores da denúncia reafirmam que a presidenta afastada Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no episódio que ficou conhecido como pedaladas fiscais e na edição de decretos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional.

Ainda no documento de 131 páginas, assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, a acusação sustentou que há provas de que os crimes praticados por Dilma ocorreram, também, em 2015 e, em tom político, diz que os brasileiros foram “as únicas vítimas de golpe” .

O texto rebate a tese da defesa de que o impeachment de Dilma seria um “golpe de Estado”. A acusação lembra que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chancela o processo, porque lançou uma representação posterior, contendo, entre outros argumentos, os mesmos decretos orçamentários e “pedaladas fiscais” que integram a denúncia atual.

Maioria dos brasileiros prefere novas eleições

A maioria dos brasileiros (52%) prefere novas eleições em outubro deste ano, seja esse pleito convocado pelo presidente interino Michel Temer (38%) ou após um eventual retorno da presidente afastada Dilma Rousseff (14%). É o que revela pesquisa Ipsos realizada entre 1 e 12 de julho em 72 cidades brasileiras. No levantamento, 20% dos entrevistados responderam que melhor opção é a volta de Dilma e o cumprimento do mandato dela até 2018.

A pesquisa, parte do estudo mensal Pulso Brasil realizado pela Ipsos desde 2005 no Brasil, registrou aumento na reprovação da gestão do presidente de facto. A avaliação dos que julgam a administração de Temer “ruim ou péssima” variou de 43% em junho para 48% em julho.

O percentual dos que acham o governo “regular” ficou estável em 29% e a dos que julgam a gestão “ótimo ou boa” subiu 1 ponto percentual, para 7%. Já a porção dos que não sabem ou não responderam caiu de 22% para 16% no período. O percentual dos que consideram que o país continua no rumo errado se manteve estável, em 89%. A porção dos que veem o Brasil no rumo certo também se manteve inalterada, em 11%.

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