Idosos não enfrentarão filas para regularizar situação nos postos do INSS

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Publicado quinta-feira, 6 de novembro de 2003 as 17:26, por: cdb

Os idosos com mais de 90 anos que estão com seus benefícios bloqueados pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) devem se recadastrar em qualquer agência da Previdência Social para receber o dinheiro.

No caso de não poderem se locomover, um familiar ou amigo pode ir às agências e solicitar atendimento domiciliar, que será efetuado em um ou dois dias. Foi o que garantiu hoje, nesta capital, o diretor de Benefícios do INSS, Benedito Adalberto Brunca.

Segundo ele, os idosos que forem fazer o recadastramento não enfrentarão filas, porque terão atendimento especial. “Nós pedimos às nossas mais de mil agências no país que separassem servidores específicos para atenderem essas demandas”, disse.

O INSS estima que, em todo o país, cerca de 105 mil idosos acima de 90 anos terão que se recadastrar para desbloquear seus benefícios. A medida foi tomada porque, em muitos casos – cerca de 20% -, os benefícios estavam sendo sacados irregularmente após o falecimento do beneficiário.

— Acabamos de descobrir, por exemplo, na cidade de Santos (SP), uma pessoa que recebeu indevidamente R$ 80 mil ao longo de vinte anos sem ter nenhum direito para isso — explicou Brunca.

Os idosos que se recadastrarem até às 12 horas nas agências, terão o benefício pago já no dia seguinte. Quem for atendido na parte da tarde, terá o dinheiro liberado em dois dias.
De acordo com Brunca, a medida não foi anunciada anteriormente para evitar lotação nas agências. Era preciso ter um cadastro com endereços para enviar, por exemplo, correspondências.

— A experiência no INSS demonstra que qualquer aviso à população, chamando para o recadastramento de uma faixa da população, acaba provocando uma corrida às nossas unidades, até de um contingente que não precisa comparecer, porque seus pagamentos estão absolutamente normais na rede bancária — disse, acrescentando que “após esse trabalho, novas iniciativas já pautarão dentro de uma ótica diferente, porque teremos possibilidade de estar em contato com essas pessoas por outros meios que não a efetiva necessidade do bloqueio”.