Identificada a mãe do bebê abandonado em MG

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Publicado quinta-feira, 10 de julho de 2003 as 04:39, por: cdb

O Juizado da Infância e da Juventude já conseguiu identificar a mãe do recém-nascido abandonado no altar da Igreja São Sebastião, no Barro Preto, na tarde de segunda-feira. O bebê, cuja alta estava prevista para esta quarta-feira, da Maternidade Odete Valadares, teve que permanecer internado.

 

Os médicos constataram que o recém-nascido está com icterícia, sinal de que ele pode estar com outras doenças. Com o diagnóstico, o encaminhamento para o Juizado da Infância e da Juventude, previsto para ontem, no início da tarde, teve que ser adiado.

A direção da Maternidade Odete Valadares ficou de encaminhar nesta quarta à tarde um relatório de sua saúde e o nome e endereço da mãe (não divulgados) que abandonou o bebê para o Setor de Adoção do Juizado.

Segundo a direção da maternidade, foi possível identificar a mãe porque o bebê chegou à maternidade com a mesma roupa e os números de identificação da ocasião do seu nascimento.

A assistente social da maternidade Alda Nascimento disse que a mãe do bebê foi internada na sexta-feira, deu à luz no sábado e teve alta na segunda-feira, pouco antes de abandonar o bebê.

Depois de encontrada pelo padre José Cândido da Silva, a criança foi atendida na unidade neonatal da Maternidade Odete Valadares. Pela manhã, conforme a pediatra Renata Ribeiro Ferreira, responsável pela Unidade Intermediária II, o estado de saúde dele era bom, apesar de ter apresentado um quadro leve de icterícia (pele com coloração amarelada).

No início da tarde, o diagnóstico foi confirmado e os médicos acharam melhor mantê-lo internado. Assim que receber alta, o menino, de três quilos e cinco gramas, será recebido por pais de plantão, que poderão adotá-lo futuramente. Caberá ao Juizado da Infância e da Juventude decidir se a mãe do bebê poderá retomar a guarda do bebê.

Quando foi encontrado, o recém-nascido estava bem agasalhado e alimentado. “Parece que a mãe gosta da criança e deve estar passando por problemas financeiros ou morais”, disse o padre José Cândido da Silva, que cuidou da criança enquanto a polícia era acionada. Ele “batizou” o bebê com o nome Lucas.