Helicóptero da PM, derrubado por traficantes, mata dois PMs em favela do Rio

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Publicado sábado, 17 de outubro de 2009 as 11:37, por: cdb

Dois policiais militares morreram neste sábado depois que o helicóptero em que sobrevoavam uma favela do Rio de Janeiro foi atingido por disparos de criminosos e foi obrigado a fazer um pouso forçado num campo de futebol, informou a polícia.

Os suspeitos traficantes do Morro dos Macacos acertaram tiros na hélice da aeronave, que tinha seis pessoas a bordo, informou a assessoria de imprensa da Polícia Militar. Os outros quatro tripulantes ficaram feridos, um deles com queimaduras graves, segundo a PM.

– O helicóptero foi atingido por criminosos e o piloto fez um pouso forçado num campo de futebol –, disse o major Oderlei Santos, da Polícia Militar.

A Polícia Militar não soube informar se os policiais haviam sido mortos por conta do incêndio que ocorreu no helicóptero ou se foram baleados pelo traficantes.

Os PMs participavam de uma operação no Morros do Macacos, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, quando o helicóptero em que estavam foi atingido.

Segundo porta-voz da Polícia Militar, após ser atingida, a aeronave realizou um pouso forçado no campo de futebol dentro da favela São João. O helicóptero tentava resgatar um soldado ferido no momento em que foi atingida pelos tiros, de grosso calibre.

Desde a madrugada deste sábado, batalhas entre traficantes rivais têm ocorrido na região, o que levou centenas de moradores a deixar o morro. As ruas de acesso ao Túnel Noel Rosa foram fechados no início da manhã. A PM reforçou o policiamento com mais de 20 viaturas, do 6º BPM (Tijuca) e 3º BPM (Méier). Outras unidades foram mobilizadas no final da manhã, após a queda da aeronave. A PM ainda não revelou as identidades das vítimas.

Ao amanhecer, moradores dos Macacos teriam iniciado um protesto em frente à 20ª DP. O delegado Orlando Zacone, coordenador das carceragens da Polícia Civil, relatou que se tratava de uma tentativa de invasão para o linchamento de um dos detentos, acusado de pertencer à facção rival daquela que ocupa os pontos de droga na favela. O policiamento também foi reforçado no local.

– Nós não consideramos uma tentativa de invasão. Na verdade, houve uma tentativa dos moradores de chamar a atenção da polícia. O que nós fizemos foi reforçar o policiamento – afirmou Zacone.