Helicóptero americano cai no Iraque matando seis militares

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Publicado sexta-feira, 7 de novembro de 2003 as 10:17, por: cdb

Um helicóptero americano caiu nesta sexta-feira em Tikrit, no Iraque, por causas ainda não esclarecidas, matando pelo menos seis soldados. O incidente ocorre horas depois de um soldado americano morrer e outros sete ficarem feridos em Mossul.

As informações iniciais eram de que um helicóptero Blackhawk foi “obrigado a aterrissar” perto de Tikrit, a 180 km de Bagdá. “Sabemos que um Blackhawk foi obrigado a aterrissar na região de Tikrit”, disse o porta-voz, adiantando que o aparelho pousou fora de uma base militar americana.

Segundo soldados da base do Exército dos EUA próxima ao local da queda, o aparelho foi provavelmente derrubado por uma granada lançada por foguete. Mas uma porta-voz do Exército na base disse que a causa da queda ainda não havia sido confirmada, e que as investigações prosseguiam. “Aproximadamente às 9h (4h em Brasília) desta manhã um Black Hawk UH-60 caiu”, disse Josslyn Aberle, major da 4ª Divisão de Infantaria. “A esta altura, não sabemos se foi por um problema técnico ou por outra razão.”

Este é o segundo incidente fatal com um helicóptero nos últimos cinco dias no país. No último domingo, a resistência iraquiana derrubou um helicóptero em Faluja, oeste de Bagdá, causando a morte de 16 soldados americanos.

Tikrit, cidade natal do deposto presidente do Iraque, Saddam Hussein, fica no vértice setentrional do conhecido como triângulo suni, cenário da maioria das operações da resistência iraquiana contra as forças de ocupação.

Mais de 140 soldados norte-americanos morreram em combate no Iraque desde que o presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, declarou em primeiro de maio o fim das principais operações militares nesse país.

Bush defende a ocupação

O crescente número de baixas no Iraque e a incapacidade em provar que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa são fatores que podem complicar a reeleição do presidente George W. Bush, dentro de um ano.

Em discurso em Washington, Bush exigiu democracia e liberdade para o Oriente Médio e refutou as críticas à invasão. “Sessenta anos de nações ocidentais perdoando e tolerando a falta de liberdade no Oriente Médio não serviram para nos deixar mais seguros, porque em longo prazo a estabilidade não pode ser negociada à custa da liberdade”, afirmou ele ontem.

Falando ao Fundo Nacional pela Democracia, Bush desafiou Irã, Síria e o aliado Egito a adotarem a democracia e prometeu não apoiar governos árabes que sejam contra a liberdade.

Já seu vice, Dick Cheney, disse que os EUA vão permanecer no Iraque até derrotar a guerrilha. “A liberdade ainda tem inimigos no Iraque”, observou Cheney em um evento para arrecadar verbas de campanha, no Colorado. “Estes terroristas estão alvejando o próprio sucesso e a liberdade que estamos oferecendo ao povo iraquiano. Vamos perseverar até que cada um deles seja confrontado e derrotado.”