Handebol feminino do Brasil só mira o ouro nos Jogos, diz atleta

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Publicado terça-feira, 2 de agosto de 2016 as 13:32, por: cdb

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu como meta para o país nos Jogos do Rio ficar entre os 10 primeiros colocados em número de pódios

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro:

 

Após surpreender no Mundial de 2013 com o título sobre a Sérvia e decepcionar ano passado nas oitavas de final diante da Romênia, o time de handebol feminino do Brasil só aceita a medalha de ouro em casa para se firmar no grupo de potências do esporte, de acordo com a pivô Tamires Morena.

A jogadora demonstrou extrema confiança no sucesso da equipe na Olimpíada do Rio de Janeiro e acredita que as adversárias vão tremer diante da torcida.

Jogadoras da seleção feminina de handebol após partida nos Jogos de Londres, em 2012
Jogadoras da seleção feminina de handebol após partida nos Jogos de Londres, em 2012

– A gente já mata elas (as rivais) quando pisa na quadra, canta o hino nacional. Elas já sentem a pressão e ficam de cabeça baixa – disse ela em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu como meta para o país nos Jogos do Rio ficar entre os 10 primeiros colocados em número de pódios. Com a maior delegação da história, 465 atletas, o Brasil espera melhorar sua colocação olímpica disputando o evento pela primeira vez em casa.

– Pelo handebol você pode ter certeza que o Brasil vai estar lá (no alto do pódio). O que importa é o ouro, que é o mais importante. Não vem com essa que qualquer medalha serve. É ouro – declarou Tamires, que é militar da Aeronáutica.

O Brasil está no grupo A dos Jogos junto com Romênia, algoz do time no Mundial de 2015, as fortes seleções da Noruega e da Espanha, além de Montenegro e Angola. O grupo B da Olimpíada tem Holanda, França, Rússia, Coreia do Sul, Suécia e Argentina.

– Já sabemos como nos defender e o que fazer contra a Romênia que nos eliminou no ano passado. A estreia é pesada com a Noruega e será uma briga de gigantes – avaliou a brasileira.

– Não tem jogo mais ou menos. Vamos ganhar logo da Noruega, que é campeã olímpica e mundial e mostrar que estamos aqui.

Se a seleção brasileira vai se sentir em casa, Tamires mais ainda. Ela é a única atleta carioca da seleção convocada para os Jogos do Rio. “Isso me dá mais força, mais garra, mais coragem. Sou positiva e vou canalizar minhas energias para vencer”, disse.

 

– Ninguém vai entrar na minha casa dizendo o que vai fazer – acrescentou ela, que conta com o apoio da família nas arquibancadas na Arena do Futuro, onde serão disputadas as partidas do handebol.

O handebol feminino do Brasil ganhou notoriedade recentemente, resultado do trabalho feito pelo técnico dinamarquês Morten Soubak, que começou em 2009. Logo em 2011, Brasil foi campeão pan-americano e dois anos depois conquistou o seu maior triunfo, o Mundial na Sérvia, ao derrotar as donas da casa por 22 a 20 na decisão.

Soubak tem temperamento forte, que por vezes faz lembrar o vitorioso técnico Bernardinho, da seleção de vôlei. A vibração e a cobrança do técnico contagiam as brasileiras. “Isso é uma marca dele. Desde os treinos, passando pelo vestiário. Ele joga e se sacrifica”, explicou Tamires.

A jogadora, graças ao sucesso do handebol feminino, atuou na Hungria e está se transferindo para o Dijon, da França.

– Devo tudo ao handebol e o esporte é minha vida – disse a pivô, que começou no atletismo da Mangueira e encontrou o sucesso no handebol.