Hacker ‘solitário’ assume autoria de ataque ao Partido Democrata dos EUA

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Publicado quinta-feira, 16 de junho de 2016 as 13:27, por: cdb

O DNC não respondeu a um pedido de comentário no final da noite de quarta-feira a respeito da afirmação de Guccifer 2.0

Por Redação, com Reuters – de Washingotn/Bruxelas:

Um “hacker solitário” afirmou ser o autor de uma invasão cibernética do Comitê Nacional Democrata dos Estados Unidos, que havia sido atribuído ao governo russo pelo próprio comitê e uma empresa de cibersegurança.

Logo do Comitê Nacional Democrata dos Estados Unidos visto durante encontro em Washington
Logo do Comitê Nacional Democrata dos Estados Unidos visto durante encontro em Washington

O comitê (DNC, na sigla em inglês) e a CrowdStrike revelaram o ciberataque de terça-feira dizendo que hackers que trabalham para a Rússia invadiram a rede de computadores do DNC, espionaram comunicações internas e roubaram pesquisas sobre o provável candidato presidencial republicano Donald Trump.

O porta-voz do governo russo respondeu dizendo que Moscou não teve nenhum envolvimento.

Na quarta-feira, um indivíduo com o apelido Guccifer 2.0 assumiu a responsabilidade pela invasão em uma publicação no site de blogs WordPress.com, dizendo que o DNC foi “invadido por um hacker solitário”.

O DNC não respondeu a um pedido de comentário no final da noite de quarta-feira a respeito da afirmação de Guccifer 2.0. A CrowdStrike insiste que as evidências apontam que Moscou está por trás dos ataques.

O blog de Guccifer 2.0 inclui imagens de documentos que ele afirma terem sido roubados dos servidores do DNC. A Reuters não conseguir verificar a autenticidade dos documentos, que o blog disse estarem entre os “milhares de arquivos e correspondências” dos servidores e que serão publicados em breve no site WikiLeaks.

Tarifas de roaming

A União Europeia propôs na quarta-feira cortar as tarifas no atacado de roaming que operadoras de telecomunicações pagam umas às outras quando clientes navegam na internet no exterior, com a intenção de pavimentar o caminho para a abolição das tarifas de roaming para o consumidor do bloco até meados do ano que vem.

A UE fechou um acordo há um ano para abolir as tarifas de roaming cobrada no bloco de 28 países até junho de 2017, mas isso depende dos preços no atacado serem competitivos o bastante para permitir que empresas ofereçam a consumidores roaming grátis sem operarem com prejuízo.

A Comissão Executiva propôs cortar a quantia máxima que operadoras podem cobrar de cada uma para 4 centavos de euro o minuto de chamada, 1 centavo de euro por mensagem de texto e 0,85 centavo de euro por megabyte de dados para garantir que as tarifas de roaming no varejo possam ser abolidas em um ano sem distorcer o mercado.

– Daqui a um ano, diremos adeus às tarifas de roaming – disse o vice-presidente da comissão, Andrus Ansip.

No entanto, a proposta deve esbarrar em muitos dos divergências que afetaram a lei para abolir as tarifas de roaming, que foi finalmente acordada após muitas disputas sobre a data.

Operadoras em países com muita chegada de tráfego de roaming como Espanha, Grécia e França querem que as tarifas no atacado sejam altas o bastante para compensá-las pelo tráfego extra de turistas e garantir que possam continuar investindo em redes.

Operadoras em países com tarifas domésticas baratas e cujos clientes viajam muito, como os países bálticos e do leste da Europa, temem que a remoção das tarifas de roaming no varejo sem reduzir primeiro os preços no atacado os forçariam a elevar os preços domésticos para compensar o custo.

Os preços no atacado atual são de 5 centavos de euro por minuto de chamada, 2 centavos de euro por mensagem de texto e 5 centavos de euro por megabyte da dado.