Guerra na Faixa de Gaza: Israel volta a atacar e mata mais cinco

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Publicado sexta-feira, 18 de maio de 2007 as 10:53, por: cdb

Israel realizou novos ataques aéreos nesta sexta-feira na Cidade de Gaza, matando pelo menos cinco pessoas. Quatro delas seriam militantes do grupo palestino Hamas.

Na quinta-feira, quatro ataques aéreos israelenses em Gaza mataram quatro pessoas e deixaram mais de 40 feridos.

Um dos ataques foi contra a sede das forças de segurança do grupo palestino Hamas. Outro bombardeio foi contra um carro com integrantes do grupo.

Tanques israelenses também se posicionaram no norte da Faixa de Gaza.

Israel disse que os bombardeios foram respostas aos foguetes disparados por militantes palestinos em seu território.

Depois do ataque israelense, o braço armado do Hamas disse que vai voltar a fazer atentados suicidas a bomba em Israel.

Novas investidas

Um representante do Hamas disse às agências de notícias que um alto comandante do grupo foi morto no ataque e outro ficou ferido.

Horas antes, tanques israelenses invadiram alguns metros dentro da Faixa de Gaza, apesar de representantes militares terem negado planos de um ataque por terra.

Na quarta-feira, bombardeios a outros prédios do Hamas, em Gaza, mataram cinco pessoas, aumentando os temores de que Israel estaria sendo levado para o conflito interno entre as facções Hamas e Fatah.

O Fatah negou que acusações de que estaria coordenando suas ações com Israel para enfrentar o Hamas.

Na quinta-feira, uma pessoa foi morta no funeral de dois combatentes do Hamas.
Os confrontos entre os dois grupos já mataram pelo menos 40 pessoas nos últimos cinco dias.

O presidente palestino Mahmoud Abbas, que é do Fatah, cancelou na última hora uma viagem que faria a Gaza para tentar estabelecer um novo cessar-fogo.

Segundo membros do governo, a visita será feita nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, o presidente americano, George W. Bush, disse em Washington que ele e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, estão pedindo a todos os lados que trabalhem pela paz.

A onda de violência é a pior desde que as facções palestinas concordaram em formar um governo de união nacional, em fevereiro.