Grupo que forma escudo humano muda de planos e fica para testemunhar

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Publicado terça-feira, 4 de março de 2003 as 10:12, por: cdb

O grupo de pessoas que viajou para o Iraque com a intenção de formar um escudo humano para evitar a guerra, mudou seus planos diante de seu pequeno número, mais ou menos duzentos, e ficará como testemunha dos eventos, informou nesta terça-feira, a imprensa local.

A mudança foi comunicada pelo neozelandês Christian Briggs, um dos voluntários que participam do movimento Ação de Escudos Humanos pela Verdade, Justiça e Paz, a seu pai, John Briggs, que mora em Napier, 380 quilômetros ao nordeste de Wellington.

“O objetivo era conseguir uma ‘participação em massa’ em Bagdá e se tivéssemos conseguido cinco voluntários para cada dez mil habitantes, a guerra nunca ocorreria”, disse o pai de Briggs sobre o que falou seu filho, com quem se comunica por telefone e e-mail quatro ou cinco vezes por semana.

Outro problema encontrado pelo grupo, está nas restrições de movimento por razões de segurança, impostas pelas autoridades locais.

Apesar da mudança de planos, Christian e os outros voluntários continuam otimistas, informou John Briggs.

Um dos mais ativos deste movimento é Ken Nichols O’Keefe, veterano da Guerra do Golfo (1991) e ex-membro da infantaria do Exército dos Estados Unidos.

Por sua vez, o líder maori Pauline Tangiora, que acaba de voltar do Iraque, declarou à imprensa que pedirá ao Governo que reforce sua posição contra a guerra e que solicite que os organismos internacionais proíbam um eventual ataque com uso de armas com urânio.

Segundo Tangiora, esse tipo de armamento foi utilizado em 1991 e provocou um aumento “dramático” das vítimas de câncer entre a população iraquiana.

O líder maori viajou ao Iraque para passar para as mulheres e crianças dessa nação o apoio e solidariedade das populações do Pacífico Sul.