Grupo ministerial estuda o desenvolvimento do cooperativismo

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 7 de outubro de 2004 as 14:57, por: cdb

O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) Plano Brasil Cooperativo, instalado nesta quinta-feira em cerimônia realizada no Ministério da Agricultura, já está reunido para selecionar e consolidar as propostas que serão encaminhadas à Presidência da República para o desenvolvimento maior do cooperativismo no país.

O ministro Roberto Rodrigues, que é cooperativista, ressaltou que o Brasil precisa corrigir as distorções que emperram o crescimento da atividade no país. Segundo ele, enquanto 40% da população mundial está diretamente ligada às cooperativas, o Brasil registra uma participação inferior a 10%.

– São 800 milhões de cooperados no mundo que, somados a seus dependentes, totalizam 2,4 bilhões de pessoas ou 40% da população do planeta.

Para inserir o Brasil neste “gigantesco movimento de combate à exclusão social e concentração de riquezas”, Rodrigues defendeu mudanças radicais na legislação cooperativista brasileira, criada em 1971, e que, na sua opinião, não condiz com a realidade da economia globalizada.

– Precisamos construir a ponte entre o mercado e o bem-estar da população. E o cimento dessa ponte se chama solidariedade cooperativista – enfatizou.

O grupo de trabalho, que contempla diversos ramos do cooperativismo como agricultura, crédito, trabalho, serviços, habitação e consumo, entre outros, vai elaborar propostas de curto, médio e longo prazos para a consolidação do cooperativismo no Brasil.

O grupo interministerial é composto pela Casa Civil da Presidência da República, ministérios da Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Educação, Trabalho, Desenvolvimento Agrário, Minas e Energia, Meio Ambiente, Cidades, Integração Nacional, Transportes, Saúde, Secretaria de Aqüicultura e Pesca, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Banco Central e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Frente Parlamentar Cooperativista e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) participam como entidades convidadas especiais.