Greves interrompem serviços de trens na França

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Publicado quinta-feira, 2 de junho de 2016 as 11:44, por: cdb

As paralisações lideradas pela central sindical CGT também afetam refinarias e usinas nucleares, mas o movimento parece cada vez mais isolado em seus esforços

Por Redação, com Reuters – de Paris:

Greves interromperam metade dos serviços de trens na França nesta quinta-feira, mas as tentativas dos sindicalistas de ampliar os protestos contra reformas trabalhistas com a adesão de controladores de voo e dos metroviários de Paris antes da Euro 2016 parecem ter fracassado.

Manifestante rebatendo lata de gás com raquete de tênis durante protesto contra reforma das leis trabalhistas na França
Manifestante rebatendo lata de gás com raquete de tênis durante protesto contra reforma das leis trabalhistas na França

O ministro francês dos Transportes, Alain Vidalies, disse que o tráfego do metrô parisiense estava normal, que outros sindicatos cancelaram uma greve de controladores de voo e que o governo espera evitar a interrupção do campeonato europeu de futebol, que a França sediará em várias cidades.

As paralisações lideradas pela central sindical CGT também afetam refinarias e usinas nucleares, mas o movimento parece cada vez mais isolado em seus esforços para obrigar o governo socialista a retirar a reforma das leis trabalhistas, que facilitaria contratações e demissões.

– Não vai haver interrupção no transporte aéreo neste final de semana – disse Vidalies, segundo o qual quatro de cinco sindicatos que anunciaram uma greve entre 3 e 5 de junho concordaram em suspendê-la.

Seis das 10 conexões dos trens de alta velocidade (TGV, na sigla em francês) estavam em operação, e outras ligações interurbanas foram reduzidas em um terço, disse a estatal ferroviária SNCF, um bastião do CGT, que é um dos dois maiores sindicatos franceses. Mas um sindicato menor deve cancelar sua participação na greve depois de obter do governo garantias de ajuda com a dívida de 50 bilhões de euros da SNCF.

O presidente francês, François Hollande, rejeitou as exigências do CGT para descartar o projeto de lei, e seu governo, que insiste que a reforma é necessária para ajudar a combater a taxa de desemprego de 10 por cento, vem trabalhando para desarmar tensões setoriais e evitar que várias demandas se transformem em um grande protesto nacional.