Greve: principais sindicatos opositores paralisam Argentina

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Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2015 as 11:17, por: cdb
Pedestre cruza rua vazia em Buenos Aires durante greve geral nacional na Argentina
Pedestre cruza rua vazia em Buenos Aires durante greve geral nacional na Argentina

 

Os principais sindicatos opositores da Argentina fizeram nesta terça-feira uma greve geral para exigir melhores salários e a redução do imposto de renda, enquanto que a economia está estagnada quatro meses antes das eleições presidenciais.

A medida de força, a segunda desde março, afetava principalmente o transporte público de passageiros e de cargas, o transporte aéreo, hospitais, postos de combustíveis e portos.

A greve, segundo os organizadores, é para exigir do governo um alívio na carga fiscal diante da queda no poder de compra como resultado de uma inflação galopante.

– A participação é total, hoje nada funciona. A greve é sintoma de que algo está mal – disse à agência inglesa de notícias Reuters o secretário de Transporte do poderoso Sindicato de Motoristas de Caminhões, Omar Pérez.

Os terminais de ônibus estavam desertos nesta terça-feira, enquanto que o tráfego de carros particulares era intenso. Ativistas de partidos de esquerda bloquearam alguns acessos à cidade de Buenos Aires.

Na região portuária de Rosário, um dos maiores núcleos agroexportadores do mundo, a atividade era reduzida. De acordo com a Bolsa de Comércio de Rosário, a quantidade de caminhões com grãos que entraram nos terminais da região caiu 72,2 % em relação a segunda-feira, para apenas 985 veículos.

O governo rejeitou as exigências dos sindicatos e atribuiu o protesto a um objetivo meramente político dos sindicatos opositores em ano eleitoral.