Greve paraliza Guiné-Bissau

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 12 de maio de 2003 as 12:28, por: cdb

As greves desencadeadas por funcionários públicos de Guiné-Bissau, da área da saúde à energia e água, passando pela educação e os organismos ligados à Assembleia Nacional Popular (ANP), deixaram, nesta segunda-feira, o pais quase paralisado.

Os números disponibilizados pelos sindicatos às primeiras horas da greve, embora não sejam definitivos, indicam “uma forte adesão ao protesto”, que visa obrigar o governo a pagar mais de sete meses de salários em atraso.

– Em alguns setores, como a saúde, a educação e a energia e águas, a adesão à greve aproxima-se dos 100% e em nenhum dos outros setores é inferior a 80% – indicou à Lusa uma fonte da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), a maior central sindical do país.

Um das áreas em que se receiam mais os efeitos da paralisação é nos serviços dependentes da ANP, como a Comissão Nacional de Eleições (CNE), em cujas mãos está a preparação das eleições legislativas antecipadas de 06 de Julho próximo.

Apesar de um eventual adiamento da data das eleições não surpreender a ninguém, tendo em conta que, a 30 dias do início da campanha eleitoral, o recenseamento ainda não começou, bem como a cartografia do território – que, de acordo com os técnicos, levará um mês a ser concluída – a paralização na CNE vai ter consequências graves no processo.