Greve de petroleiros é mantida no Rio

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Publicado domingo, 15 de novembro de 2015 as 10:57, por: cdb

Por Redação, com Reuters – de São Paulo:

Importantes sindicatos regionais de trabalhadores do setor petroleiro da Bacia de Campos e da refinaria Reduc, no município de Duque de Caxias, votaram no sábado para ignorar os pedidos do maior sindicato do país para encerrarem a greve, que começou há 14 dias.

Líderes do maior sindicato de trabalhadores petroleiros, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), propuseram na sexta-feira encerrar a greve que mais afetou a Petrobras em 20 anos.

petroleiros
No início da greve em 1º de novembro, a principal demanda era em relação aos planos da Petrobras de cortar investimentos

O Sindipetro Norte Fluminense, sindicato dos petroleiros que cuida da maioria das plataformas da Bacia de Campos, votou mais cedo no sábado pela continuação da greve apesar do pedido da FUP. A Bacia de Campos representa mais de 60% da produção de petróleo do Brasil.

O Sindipetro Norte Fluminense afirmou em seu site que o placar pela manutenção da greve foi de 601 a 192 votos. O Sindipetro Caxias, sindicato que representa a maioria dos trabalhadores empregados na Refinaria de Duque de Caxias, fora do Rio, também votaram pela continuidade da greve.

Outros sindicatos de petroleiros no Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul já votaram pelo fim da greve, seguindo a recomendação da FUP.

– A FUP considera a greve uma vitória, mas os sindicatos locais e seus trabalhadores são autônomos – disse a porta-voz do sindicato Alessandra Muteira.

Ela acrescentou que os trabalhadores de Duque de Caxias querem que a Petrobras lhes pague por todos os dias em que estavam em greve, ao invés de apenas a metade, como atualmente proposto.

Representantes dos sindicatos da Sindipetro Norte Fluminense não responderam aos pedidos de comentário no sábado a tarde.

Quando os petroleiros começaram a greve em 1º de novembro, a principal demanda era em relação aos planos da Petrobras de cortar investimentos e vender ações para controlar a dívida de US$ 130 bilhões.

Nas últimas negociações, os petroleiros garantiram um aumento de 9,5% dos salários e conseguiram que a Petrobras concordasse em estabelecer um Comitê de Gestão de Trabalhadores para explorar formas de restaurar os investimentos.