Greve atinge todas as linhas de trens de São Paulo

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Publicado quinta-feira, 2 de junho de 2011 as 07:05, por: cdb
As estações de trens da CPTM amanheceram fechadas nesta quinta-feira

Depois de funcionar parcialmente nesta quarta-feira, o serviço de trem metropolitano que atende a cidade de São Paulo e 22 municípios foi totalmente paralisado na manhã desta quinta-feira. Em assembleias, os trabalhadores dos trens metropolitanos decidiram paralisar todas as linhas de trens, que atendem cerca de 2,4 milhões de passageiros por dia.

A greve começou a ter reflexos no trânsito da capital. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), havia 94 quilômetros de lentidão antes das 9h desta quinta-feira. Segundo a CET, a tendência é que o trânsito piore nas marginais Tietê e Pinheiros.

Por causa da greve, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) orienta os usuários a sair de casa mais tarde e procurar não fazer deslocamentos nos horários de pico. Além disso, a companhia acionou o Plano de Apoio à Empresa em Situação de Emergência (Paese), ampliando o número de ônibus em operações.

Os trabalhadores pedem um aumento real de 5%, além de vale refeição de R$ 19 por dia e implantação de um novo plano de carreira. A CPTM ofereceu reajuste de 3,27%, sendo 1,75% de correção pelo IPC/Fipe e 1,5% de aumento real e vale refeição de R$ 17 por dia.

Por meio de nota, a CPTM disse “lamentar a decisão arbitrária de três dos quatro sindicatos que representam os empregados de suas seis linhas, que decidiram pela greve”. A companhia apela à categoria para que cumpra a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de manter 90% da operação nos horários de pico e 70% nos demais horários.

Estão em greve os ferroviários ligados ao Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias de São Paulo, ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana e ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

A reunião entre o secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, e os quatro sindicatos dos ferroviários terminou sem definição sobre o fim da greve da CPTM. Os trens da companhia transportam 2,4 milhões de pessoas todos os dias. 

Segundo o secretário, não foram feitas novas propostas de reajuste no encontro de hoje, mas foram discutidas outras reivindicações relativas a auxilio creche, licença maternidade e vale-refeição.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, que representa cerca de 200 engenheiros que trabalham na CPTM, informou que está em campanha salarial, mas não aderiu à greve.

A opção será utilizar, nesta quinta, o sistema de Metrô, que funciona normalmente. Na terça-feira, os metroviários de São Paulo decidiram cancelar a paralisação que estava marcada para começar a partir da 0h da quarta-feira, conforme decisão tomada na semana passada. Em campanha salarial, eles aceitaram os 8% de reajuste oferecidos pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). 

No Grande ABC, motoristas e cobradores de ônibus de empresas particulares decidiram manter a greve iniciada na quarta-feira (1º). A paralisação afeta o transporte municipal e intermunicipal em Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires.

Os trabalhadores querem 15% de aumento nos salários, mas as companhias oferecem 8%. O sindicato que representa os funcionários afirma que as empresas não apresentaram nova proposta.