Greve: acúmulo de lixo aumenta em 130 cidades de São Paulo

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Publicado segunda-feira, 30 de março de 2015 as 14:37, por: cdb
Os garis reivindicam reajuste de 11,73%, mas o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) oferece 7,68%
Os garis reivindicam reajuste de 11,73%, mas o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) oferece 7,68%

A greve dos garis do Estado de São Paulo já dura oito dias. Com a paralisação, o acúmulo de lixo aumentou pelas ruas e calçadas de 130 cidades da Grande São Paulo e do interior paulista. Na cidade de Diadema, a situação é crítica. Moradores e comerciantes tentam se adaptar e conviver com o problema.

Na Rua 24 de Maio, o lixo e o entulho tomam o espaço da calçada em frente a um centro cultural de hip hop. A reportagem da Agência Brasil flagrou pessoas jogando todo tipo de entulho no local. “Tem um pessoal de fora que vem aqui descarregar carrinhos de entulho. Por isso, temos de conviver com rato e bicho morto”, reclamou Enidia de Oliveira Vieira, aposentada e moradora há 45 anos da 24 de Maio.

Entre o lixo, havia móveis, eletrodomésticos, telha, madeira e alimentos em decomposição. Segundo Andreia Uchoa, proprietária de um restaurante, o volume de lixo no local é tão grande que frequentemente consegue fechar metade da rua.

– A gente tem de dedetizar mensalmente o comércio. A sujeira inclui muita barata, rato, cachorro, gato morto. Quando está calor, a gente não aguenta o cheiro de lixo deteriorando. Somos obrigados a trabalhar com as portas fechadas – acrescentou Andreia.

Na Rua Santa Clara, em frente um supermercado, há outro ponto onde o lixo vem sendo depositado. “Quando chove, o cheiro sobe. É horrível. Isto nunca ocorreu. Tem de ficar passando veneno e guardando o nosso lixo aqui dentro. No domingo, estavam jogando água sanitária no lixo para diminuir o cheiro”, criticou Cleonice Salvati, 53 anos, proprietária do estabelecimento.

Cláudio de Lima, aposentado, 60 anos, mora ao lado de uma montanha de lixo formada na Rua Hungria. “Minha mulher encontrou banana e uva comidos em casa. Quando fomos ver, era um rato. Foi uma tristeza tirar o rato. Antes, nunca tínhamos tido rato e agora começou a aparecer”, disse.

Os garis reivindicam reajuste de 11,73%, mas o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) oferece 7,68%. De acordo com a Federação de Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo, entre as cidades em situação crítica estão as da região do ABC (exceto Rio Grande da Serra e São Bernardo do Campo), Piracicaba, Taboão da Serra, Araçatuba e Itanhaém.