Gravadoras processam 459 europeus por download de música

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Publicado quinta-feira, 7 de outubro de 2004 as 21:12, por: cdb

A indústria fonográfica, abalada pela pirataria, processará pela primeira vez fãs de música britânicos, franceses e austríacos, entre os quais um professor francês de ensino médio, intensificando sua campanha judicial contra a troca de arquivos musicais na Internet.

A campanha é focada nos usuários de redes populares de troca de arquivos como o Kazaa, eDonkey e Gnutella, onde usuários da Internet podem obter música gratuitamente.

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), uma associação setorial, afirmou na quinta-feira ter aberto 459 processos civis e criminais contra os usuários mais ativos de redes de troca de arquivos musicais no Reino Unido, França e Áustria. O número inclui uma segunda leva de processos na Alemanha, Itália e Dinamarca.

Os processos foram abertos em nome das maiores gravadoras do setor, como a EMI, Warner Music e Universal Music .

Em lugar de processar pessoas simplesmente por download de música para uso próprio, as gravadoras decidiram atacar as pessoas que oferecem grandes coleções de música para download de terceiros, criando um vasto mercado de música gratuita na Internet.

Entre os 28 britânicos acusados de troca ilegal de arquivos musicais, um tem uma coleção com nove mil faixas, segundo a IFPI. A polícia francesa, enquanto isso, informou que um professor com pouco menos de 30 anos tinha milhares de canções baixadas sem pagamento armazenadas em seu computador.

Sob uma nova lei francesa de combate à falsificação, ele pode ser sentenciado a até três anos de prisão e multa de 30 mil euros (36,9 mil dólares). O julgamento começa em dezembro. Além disso, outros 50 cidadãos franceses enfrentam processos, segundo representantes das gravadoras francesas.

– Em geral, são adultos jovens e empregados, com idade média de 25 a 30 anos – disse Marc Guez, diretor executivo da Société Civile des Producteurs Phonographiques, organização setorial das gravadoras francesas.

– Há um mecânico, um cozinheiro, um vendedor de carros, e até o conselho de uma grande empresa francesa, cujos membros usavam computadores da companhia para fazer download de música – disse.