Grande chance de o governo manter redução de IPI sobre linha branca

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Publicado quinta-feira, 22 de outubro de 2009 as 10:23, por: cdb

Numa escala de zero a dez, as chances da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos de linha branca ser prorrogada é de oito, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Ele, no entanto, ressaltou que o governo ainda não tomou nenhuma posição final sobre o tema.

– Eu diria que de zero a dez, as chances são de oito – revelou o ministro.

Apesar de avaliar que há chances da desoneração ser estendida, Miguel Jorge ressaltou que nada foi decidido.

– Mesmo se houvesse uma decisão, nada seria anunciado hoje. Como o IPI reduzido vai até 31 de outubro, o anúncio antecipado reduziria as vendas neste mês – argumentou o ministro.

Desde abril, fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos pagam menos IPI. Pelas contas da equipe econômica, a desoneração fez o governo deixar de arrecadar R$ 380 milhões em 2009.

O ministro criticou a estratégia da indústria automobilística ao divulgar a recomposição gradual do IPI para automóveis, que começou neste mês e vai até dezembro. Na avaliação de Miguel Jorge, houve um erro de publicidade que prejudicará as vendas de automóveis em outubro.

– Eles disseram o tempo todo que era os últimos dias do IPI. Em nenhum momento disseram que o imposto retornaria gradualmente. Até perguntei a eles o que fariam quando o desconto acabasse. Eles iam ter que voltar atrás e dizer que o desconto ainda existia, só que menor – disse o ministro.

Juros estáveis

Para Miguel Jorge, a manutenção da taxa Selic, que mede os juros básicos da economia, em 8,75% ao ano está dentro do esperado.

– Acho que o Banco Central está sendo cuidadoso, como todos os bancos centrais. Ele está querendo observar o crescimento da economia, até porque há uma preocupação já explicitada com a meta de inflação – afirmou.

Segundo o ministro, seria surpresa se o BC tivesse reduzido os juros.

– Acho que o Banco Central está agindo dentro das condições imaginadas. Pela última ata do (Comitê de Política Monetária) Copom seria manchete se a taxa tivesse sido reduzida – afirmou.