Governo sérvio prende 200 pessoas para investigações

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Publicado sexta-feira, 14 de março de 2003 as 10:34, por: cdb

Cerca de 200 pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento com o assassinato do primeiro-ministro da Sérvia, Zoran Djindjic, anunciaram autoridades do governo nesta quinta-feira.

Ao fazer um balanço das investigações, o premier interino, Nebojsa Covic, também confirmou versões da imprensa de que a Polícia deteve dois chefes de segurança da era Milosevic, Jovica Stanisic e Franko Simatovic, para interrogatório.

O governo sérvio responsabilizou um grupo criminoso de Belgrado – o clã Zemun – pelo assassinato de Djindjic, ocorrido na quarta-feira, e apresentou o nome de 20 de seus supostos líderes.

A morte de Djindjic, um reformista que fez inúmeros inimigos ao combater o submundo na Sérvia, desencadeou receios de que o crime organizado poderia estar se fortalecendo para disputar o poder no país.

As autoridades sérvias impuseram o estado de emergência e convocaram as Forças Armadas para ajudar a Polícia nas investigações, no reforço da segurança em Belgrado e na busca a suspeitos.

O governo incluiu Milorad Lukovic, ex-comandante paramilitar sérvio também conhecido como “Legija”, na lista de pessoas procuradas pelo assassinato de Djindjic.

Lukovic seria o líder do clã Zemun, que foi igualmente acusado de tentar matar Djindjic em fevereiro, de assassinar o ex-presidente sérvio Ivan Stambolic e de atacar, sem sucesso, o destacado político Vuk Draskovic.
Logo após a morte do premier, três pessoas foram presas. A Polícia montou barreiras em toda a capital e fechou o aeroporto para decolagens.
Djindjic era odiado por seguidores leais a Slobodan Milosevic, devido a seu papel determinante na queda do ex-ditador. Mas também tinha em gangues do crime organizado, as quais procurou combater, perigosos adversários.