Governo quer transformar o Brasil no país do pescado

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Publicado domingo, 18 de outubro de 2009 as 12:52, por: cdb

O governo quer dar à atividade pesqueira um desenvolvimento sustentável, que transforme o Brasil no país do pescado. Ao comentar o assunto, o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, acentua que o Brasil captura 1 milhão de toneladas de peixes, mas pode chegar a até 20 milhões, por causa da extensão de sua costa e de ter em seu território a maior reserva de água doce do planeta.

Poucos países têm esse mesmo potencial, disse Gregolin, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O ministério trabalha também para desenvolver a pesca em águas profundas, principalmente de espécies nobres, como o atum e o camarão, planejando aumentar a pesca em áreas de regiões onde há grande potencialidade como na Amazônia, no Sul e Sudeste. O país tem condições de aumentar muito o cultivo também em bacias, açudes e em represas.

O Plano Mais Pesca e Aquicultura vai investir até 2011 cerca de R$ 2 bilhões, segundo o ministro. A nova lei da pesca e a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) nos trabalhos do ministério, no desenvolvimento e na fiscalização da atividade pesqueira foram destacadas pelo entrevistado como de grande importância para os planos do setor.

O ministério realiza programa de modernização da frota artesanal, que visa a dar melhores condições de trabalho para os pescadores artesanais que podem assim substituir seu barco velho por unidades modernas, com equipamentos de segurança e recursos para serem mais eficientes na captura.

Dez mil embarcações vão ser alvo de crédito especial, que pode chegar a até R$ 100 mil para cada pescador, com dez anos para pagar e três de carência, a juros de 2% ao ano. Está também sendo construída parte de frota nacional com mais de 60 embarcações, algumas das quais já pescam inclusive em águas internacionais.

Hoje, o Brasil já disputa a pesca no Atlântico Sul com a Espanha e o Japão e isso é uma marca importante, inédita, de acordo com Gregolin. O desenvolvimento do setor , segundo ele, permitirá que o brasileiro aumente o consumo de peixes, mais saudável que a carne vermelha. Atualmente, a média no Brasil é de 7 quilos ao ano por habitante, enquanto a média mundial é de 17 quilos por pessoa e o mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 12 quilos.