Governo quer desonerar folha de pagamento de toda a indústria até 2014

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Publicado quarta-feira, 4 de abril de 2012 as 16:13, por: cdb

Governo quer desonerar folha de pagamento de toda a indústria até 2014

Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, diz que as medidas devem ser adotadas cautelosamente

Por: Yara Aquino, da Agência Brasil

Publicado em 04/04/2012, 18:57

Última atualização às 18:57

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Brasília – O governo pretende chegar ao final de 2014 com a desoneração da folha de pagamento de todos os setores da indústria, disse hoje (4) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ontem (3), foram anunciadas medidas de estímulo à indústria e, entre elas, a desoneração da folha de pagamento para 15 setores.

“Já tem comitês criados para observar o comportamento da arrecadação nesses setores e, seguramente, no próximo ano vamos anunciar mais desonerações da folha. O nosso objetivo é chegar até o final do mandato com a folha de pagamento do setor industrial brasileiro inteiramente desonerado”, declarou Pimentel, ao deixar a reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto.

O ministro contestou as críticas de que no conjunto das medidas anunciadas parte é de ações antigas. “O que fizemos ontem foi consolidar em um anúncio único medidas novas e outras que já estão em andamento. As que estão em andamento dizem respeito ao câmbio, o resto é tudo coisa nova, e tem medidas importantíssimas, estruturais para a economia brasileira”, disse.

Pimentel rechaçou as análises de que os setores beneficiados com a desoneração são os que conseguiram maior proximidade com o governo para fazer as reivindicações. “Não existe isso, esta é uma política geral. Estamos desonerando a folha de pagamentos da indústria como um todo. Tem de ser feito setor por setor, cautelosamente, para não provocar desequilíbrios na Previdência, mas nossas metas fiscais estão mantidas. Este é um governo que prima pela austeridade fiscal. Agora, está sendo feito, não entender isso é ter muita má-fé na análise”, disse.