Governo não define prazo para compra internacional de caças

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Publicado quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 as 12:03, por: cdb

Antes de definir quais caças serão comprados pelo governo brasileiro para modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende submeter o assunto ao Conselho de Defesa Nacional. Assessores da Presidência da República informaram nesta quinta-feira que o governo ainda não se definiu entre os modelos dos caças Grispen, da Suécia, o F-18, norte-americano, e o francês Rafale. Lula aguarda o envio, pelo Ministério da Defesa, de um relatório com a avaliação das três propostas. Ainda de acordo com a assessores da Presidência, o relatório não tem prazo para ser concluído.

A indústria francesa Dassault também desmentiu a notícia, veiculada na última edição do diário paulistano Folha de S. Paulo. Procurada pela Rádio França Internacional, a empresa que fabrica o caça Rafale afirmou que não recebeu nenhum comunicado oficial do governo brasileiro e não pretende falar sobre o assunto antes de uma definição final por parte do Brasil. De acordo com a rádio, o diretor de comunicação da Dassault, Yves Robins, disse que a imprensa não fará anúncio oficial antes do governo. A empresa também não quis comentar a suposta redução de preço do pacote francês. Ainda segundo a Folha, teria havido uma queda de quase R$ 4 bilhões no valor do pacote.

Em sua coluna na Folha desta quinta, a jornalista Eliane Catanhêde afirmou que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça Rafale após a francesa Dassault reduzir de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira”.

O caça Rafale foi classificado no relatório técnico da FAB em terceiro lugar, ficando em primeiro o caça sueco Gripen e em seguida o norte-americano F-18, da Boeing. Embora não confirmada pelo governo brasileiro, ainda que houvesse a redução no preço dos caças franceses, o preço continuaria muito acima da proposta sueca, que foi de US$ 4,5 bilhões, e à dos EUA, que chegava a US$ 5,7 bilhões.

Ainda segundo o jornal, “o corte de US$ 2 bilhões na oferta francesa foi concluído no sábado, quando Jobim foi a Paris. A opção pela França, porém, foi definida há mais de um ano – o Planalto vê a decisão como política e o país como parceiro estratégico”.