Governo dos EUA vê possibilidade de atentados no leste da África

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Publicado quinta-feira, 15 de maio de 2003 as 13:15, por: cdb

O Departamento de Estado americano lançou um alerta para que os cidadãos dos Estados Unidos evitem viagens ao leste da África.

As autoridades acreditam que o risco de ataques terroristas contra ocidentais na região é alto. De acordo com o governo americano, a Al-Qaeda e outros grupos militantes continuam ativos na África.

O anúncio sinaliza o aumento de medidas de segurança adotadas pelos Estados Unidos após a série de atentados que matou ao menos 34 pessoas na segunda-feira na Arábia Saudita.

O Quênia já afirmou possuir informações dos serviços de inteligência que indicam a possibilidade de um atentado contra alvos britânicos e americanos até o fim do mês.

O governo queniano tornou público o nome de Faisil Abdullah Mohammed, nascido nas ilhas Comores, procurado por ligações com a explosão da embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, em 1998.

Ele também é acusado de envolvimento em um ataque a um hotel que abriga turistas israelenses na cidade litorânea de Mombasa, no ano passado.

Mohammed, suspeito de pertencer à rede Al Qaeda, de Osama Bin Laden, seria um dos mentores dos planos para um novo ataque na África Oriental.

Grupos aliados à Al-Qaeda também estariam planejando ataques contra alvos americanos na Malásia, de acordo com o Departamento de Estado.

Na quarta-feira, os Estados Unidos criticaram a Arábia Saudita ao afirmar que as autoridades locais não agiram com suficiente rigor para evitar os atentados suicidas contra três complexos residenciais de estrangeiros na capital saudita.

O embaixador americano em Riad, Robert Jordan, afirmou que medidas extras de segurança haviam sido solicitadas nos condomínios após alertas dos serviços de inteligência sobre o risco de um ataque na região.

O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que as autoridades sauditas precisam encarar o fato de que há “terroristas” operando no país.

O governo saudita admitiu suas falhas e disse que pretende reforçar as ações de combate aos militantes armados.