Governo colombiano pede ajudar militar à UE

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 09:15, por: cdb

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu a cooperação militar da União Européia (UE) para o combate que seu governo trava com rebeldes de esquerda e paramilitares de direita no país.

Durante um encontro na terça-feira com funcionários da UE que visitaram a Colômbia, Uribe disse que apresentará oficialmente pedidos de ajuda a vários países da Europa.

Até o momento, a maior parte do apoio europeu à Colômbia se dá por meio de projetos de melhorias na área social.

Apesar disso, a Espanha ofereceu em fevereiro doar a Bogotá oito aviões de combate. A proposta foi retirada após críticas dos militares colombianos, que observaram que o equipamento que os espanhóis pensavam em fornecer era muito antiquado.

Uribe teria planos de estabelecer com os europeus relações de cooperação militar nos moldes daquela que já mantém com os Estados Unidos.

Washington destina centenas de milhões de dólares por ano à Colômbia, dinheiro dedicado ao combate ao narcotráfico que faz parte do chamado Plano Colômbia.

Uribe afirmou após a reunião desta semana que era estranho para ele “pedir a cooperação militar da União Européia”, mas acrescentou que tinha necessidade de fazê-lo.

– Temos demonstrado a necessidade de contar com a colaboração militar e policial para conseguir derrotar o terrorismo – declarou Uribe, fazendo referência ao conflito armado principalmente contra os guerrilheiros marxistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Um alto funcionário da ONU afirmou nesta terça-feira que as Farc violam os direitos humanos e o direito internacional ao tomar civis como reféns.

– Os reféns civis, assim como outros civis privados de sua liberdade, devem ser libertados – disse em comunicado o assessor especial do secretário-geral da ONU para a Colômbia, James Lemoyne.

– A responsabilidade das Farc e de outros atores armados é de garantir a vida das pessoas que mantêm em seu poder – acrescentou o diplomata.