Governo britânico anuncia intenção de revitalizar ONU

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Publicado sexta-feira, 5 de setembro de 2003 as 16:31, por: cdb

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira sua intenção de trabalhar com sócios “aliados” na ONU e desempenhar um papel primordial na tarefa de introduzir reformas e revitalizar as instituições da organização multinacional. A baixa atuação da Assembléia Geral da ONU e “seus repetitivos e infrutíferos debates e resoluções” são questões nas quais devem se concentrar os esforços reformistas, de acordo com um documento divulgado hoje pelo Ministério britânico das Relações Exteriores.

Já que o Reino Unido passa a ocupar este mês a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Chancelaria britânica decidiu emitir esse texto, o primeiro de uma série de relatórios anuais dirigidos ao Parlamento para explicar o papel desse país na ONU. No documento, o governo britânico propõe debates anuais na Câmara dos Comuns sobre a ONU e convocou o primeiro deles para a próxima quinta-feira.

O texto ressalta que o Reino Unido tem uma missão particular: reunir os países membros da União Européia (UE) e os Estados Unidos, já que a ONU não prosperará sem “o compromisso pleno de ambas as partes”.

– Um programa de reformas da Assembléia Geral relativamente modesto poderia lhe permitir recuperar o status perdido na qualidade de único órgão representativo de toda a opinião internacional, capaz de articular as opiniões da comunidade internacional – acrescenta.

Segundo o documento, a Assembléia Geral, único órgão das Nações Unidas onde todos os Estados estão representados, reflete “padrões da era da Guerra Fria e da divisão norte-sul”. Além disso, o Executivo britânico propõe a ampliação do Conselho de Segurança da ONU para novos membros permanentes (atualmente integrado por Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia) que representem as “realidades regionais” do mundo moderno.

Também se sugere “a ampliação do número de membros não permanentes do Conselho de Segurança para permitir uma melhor representação do mundo em desenvolvimento”. Além disso, o documento ressalta a necessidade de melhora da coordenação em atividades relativas à prevenção de crise e à manutenção da paz, assim como uma aproximação “mais inovadora” para a intervenção em conflitos.