Governador de Pernambuco anuncia apoio explícito a Dilma Rousseff

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Publicado quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 as 14:01, por: cdb
Eduardo Campos
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, recebeu carinho do público carioca

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na direção contrária às especulações quanto ao seu afastamento do Palácio do Planalto em uma possível carreira solo para concorrer à Presidência da República, em 2014, anunciou nesta quarta-feira que o Estado pretende ampliar o volume de investimentos do Estado em R$ 400 milhões, o que representa um acréscimo de 17,5% sobre o exercício passado. Com um caixa de R$ 3,5 bilhões, o governador afirma que pretende “ajudar a presidenta Dilma Rousseff (PT) a governar o país” e supere as adversidades previstas para este ano. Os recursos foram originados no corte com os gastos com custeio, além de parte do fundo de emergência estadual, para manter o nível de investimentos. O anúncio ocorre apenas dois dias após o encontro do governador com a presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília.

Campos, com o aumento nos níveis de investimento, mantém a economia do Estado aquecida e ajudaa a manter o ritmo da atividade econômica brasileira, em apoio à política da presidenta de superar as dificuldades no campo econômico, como o próprio governador afirma ser necessário.

– Queremos ter um ano melhor do que tivemos em 2012, dando nossa contribuição com um aumento expressivo de investimentos. Se todo mundo fizer o que estamos fazendo aqui, com certeza, o resultado será bom para o país – disse Eduardo Campos ao diário pernambucano Jornal do Commercio.

Segundo o governador, que também preside o Partido Socialista Brasileiro, a presidente Dilma foi a primeira a tomar conhecimento da decisão de ampliar os investimentos do Estado, durante a reunião desta segunda-feira.

– Ela disse que era importante. O Governo Federal também está procurando ampliar investimentos. São gestos que ajudam – afirmou.

Dos R$ 400 milhões anunciados, R$ 350 milhões foram obtidos no corte das despesas com o custeio da máquina pública e os R$ 50 milhões restantes saíram da reserva de contingenciamento, uma poupança no orçamento para “emergências financeiras” de Pernambuco. No ano passado, R$ 743 milhões foram investidos com dinheiro próprio e o restante (R$ 2,3 bilhões) por meio de empréstimos. O aporte do Governo Estadual agora será de R$ 1,1 bi e os financiamentos devem chegar a R$ 2,4 bi, segundo a Secretaria Estadual de Planejamento.

A redução no custeio das despesas públicas, no entanto, gera dúvidas quanto ao volume de investimentos e a ampliação da demanda pelo pagamento de serviços e pessoal destinados à continuidade das ações e serviços necessários ao andamento da máquina pública e ao atendimento à população. Campos também não detalhou como como o governo estadual implementará o planejamento e ao mesmo tempo realizará cortes no Orçamento em áreas específicas da sua gestão. A medida também implicará na apoio do Governo Federal ao esforço pernambucano, que espera de Eduardo a presença do PSB na base governista e o apoio da legenda à reeleição de Dilma, em 2014.

Caso o desempenho da economia nacional tropeças ao longo de 2014, segundo avaliação do PSB, o Estado manteve o ritmo de crescimento acima da média nacional nos últimos anos e poderá aproveitar o momento para lançar candidato próprio ao Planalto. Se o ritmo da economia melhorar, estará implícito que o Governo Federal aumentará o repasse de recursos e de financiamentos aos Estados e municípios e, desta forma, estabelece-se uma relação de dependência entre ambos, em uma situação onde ninguém deseja que desentendimentos eleitorais causem problemas nos campos político, social ou econômico.