GNTM denuncia ameaças contra a vida de governador do Acre

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Publicado quarta-feira, 4 de setembro de 2002 as 00:15, por: cdb

Leia a nota divulgada pelo Grupo Tortura Nunca Mais

“O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ vem manifestar sua preocupação com a segurança do governador do Acre, do Partido dos Trabalhadores, Jorge Viana, cuja vida está sendo ameaçada.
“No dia 23 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral daquele estado impugnou a sua candidatura à reeleição, sob a alegação de que havia cometido crime eleitoral, além de pretender torná-lo inelegível por três anos.
“Em realidade, a tentativa de afastar o governador da vida política do Acre foi orquestrado pelo esquema criminoso que domina as instituições públicas locais, chefiado pelo ex-deputado cassado Hildebrando Pascoal, conhecido por mandar executar à motoserra os seus desafetos. Apesar da coragem e da determinação de Jorge Viana no combate ao crime, Hildebrando Pascoal, mesmo preso, continua atuando, com a cumplicidade de autoridades do alto escalão acreano.
“O assassinato do líder dos seringueiros, Chico Mendes, também no Acre, em dezembro de 1988, vítima da sanha do latifúndio criminoso, permanece em nossa memória. Naquela ocasião, diversas pessoas e entidades de direitos humanos, nacionais e internacionais, denunciaram, incansavelmente, as ameaças por ele sofridas. No entanto, Chico Mendes não recebeu a proteção necessária das autoridades oficiais, tornando-se vítima de uma morte anunciada.
“Portanto, conhecendo a história da violência no Acre – onde criminosos se valem da omissão e da cumplicidade de políticos e autoridades, além da certeza de que seus delitos permanecerão impunes – a sociedade deve ficar alerta, pois não resta dúvidas de que a vida de Jorge Viana corre grave risco.
“Sendo assim , exigimos que sejam tomadas todas as medidas necessárias, pelas autoridades competentes, para garantir a vida e a integridade física do governador do Acre, Jorge Viana e de seus familiares, além do restabelecimento imediato dos seus direitos políticos e eleitorais.
“É preciso dar um basta na promiscuidade dos poderes executivo, judiciário e legislativo com o crime, especialmente no Acre e no Espírito Santo.”