General argentino afirma que na ditadura militar matou sete mil

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Publicado domingo, 31 de agosto de 2003 as 20:46, por: cdb

Pela primeira vez desde a redemocratização, em 1983, um militar argentino admitiu que, durante a ditadura (1976-1983), cerca de sete mil pessoas foram assassinadas de forma clandestina.

A revelação foi feita pelo general reformado Ramón Genaro Díaz Bessone, que integra a lista de 39 militares presos há mais de um mês em Buenos Aires a pedido do juiz espanhol Baltasar Garzón.

Em entrevista ao canal de TV francês Plus, reproduzida neste sábado pelo jornal Página 12, Díaz Bessone disse que “a única maneira de obter informações (de presos políticos) era através da tortura”.