Gêmeas siamesas dormiram separadas pela primeira vez na vida

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Publicado quarta-feira, 7 de agosto de 2002 as 09:34, por: cdb

As irmãs siamesas separadas em dramática cirurgia de 22 horas descansavam na noite da quarta-feira pela primeira vez em camas diferentes. Uma delas, Maria Teresa, precisou ainda submeter-se a uma cirurgia de emergência, poucas horas após a separação, mas à noite já estava de volta à unidade de terapia intensiva do Hospital Pediátrico da Universidade da Califórnia. Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez, de pouco mais de um ano de idade, estavam em condições consideradas “críticas, mas estáveis”.
“Clinicamente, estão bem e seus sinais vitais mostram-se estáveis”, disse o dr. Jorge Lazareff, diretor de pediatria da UCLA, a Universidade da Califórnia. O médico acrescentou que ambas estão fortemente sedadas e que há controle sobre sua respiração. “Veremos nesta quinta-feira, ou na sexta, como vão tolerar o lento processo de acordar”, acrescentou o dr. Lazareff. “Quando puderem sorrir de novo para todos nós, então saberemos que estão de volta ao ponto que antecedeu a cirurgia”. Médicos norte-americanos estão travando uma corrida contra o tempo para garantir a recuperação das gêmeas guatemaltecas.
Segundo o diretor do hospital, Michael Karpf, a complicação apresentada pela pequena Maria Teresa, poucas horas após o término da cirurgia que a separou de sua irmã Maria de Jesus, nesta terça-feira, não era inesperada. Os médicos temiam que o volume de sangue exercesse pressão demasiada sobre o cérebro de Maria Teresa.
Em entrevista coletiva, Karpf salientou que a complicação não significa necessariamente que a cirurgia de separação das siamesas, que se estendeu por 22 horas, não tenha sido bem-sucedida. O problema enfrentado por Maria Teresa surpreendeu todos os que acompanham o caso, especialmente porque as primeiras notícias indicavam que a operação havia tido “muito sucesso”. Karpf alertou que era preciso ter cautela. “Estamos com os dedos cruzados”, disse, logo após a cirurgia.
A primeira etapa da operação foi executada por cirurgiões plásticos, que prepararam o tecido de pele usado na reconstrução da parte superior das cabeças de Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez.