Gasolina tende a subir até 7% nas bombas, avalia técnico da Fazenda

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Publicado quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 as 12:10, por: cdb
Antônio Silveira considera um aumento no preço da gasolina em torno dos atuais níveis de defasagem
Antônio Silveira considera um aumento no preço da gasolina em torno dos atuais níveis de defasagem

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, afirmou nesta quarta-feira haver uma defasagem no preço da gasolina equivalente a 7%, mas sustentou não ainda não há uma decisão do governo sobre o reajuste. Questionado se a mistura do etanol à gasolina, hoje em 20%, poderia ser elevada para amenizar o efeito no preço praticado nas bombas, Silveira disse que “se ocorrer, será quando entrar safra”, a partir de abril.

– É bom aguardar para ter mais segurança sobre o abastecimento – disse o secretário.

Silveira disse que “não há notícia de data” para o reajuste dos preços dos combustíveis, mas que a defasagem está na faixa dos 7%. Segundo afirmou, o impacto do aumento dos combustíveis na inflação “vai depender do ano e da intensidade”. Silveira falou a jornalistas antes de participar de seminário promovido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

No final do ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que haveria aumento no preço da gasolina neste ano. Mas também não informou quando será anunciado o reajuste, e nem qual o percentual de correção.

– Certamente, haverá aumento em 2013. Não é nada excepcional isso. Neste ano, teve aumento. O preço vai subir – declarou ele na ocasião.

Mantega também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

– No momento correto, a Petrobras anunciará o reajuste. Haverá aumento no momento adequado, que não sei dizer. Se soubesse, não diria porque mexe com o mercado – afirmou ele em dezembro de 2012.

Na semana passada, porém, Mantega negou que esteja previsto um aumento de 10% do preço da gasolina nas bombas ainda este mês.

– Não procede a informação. Não haverá nenhum aumento no preço da gasolina. A Petrobras não me informou nada. Eu sou presidente do Conselho (de Administração da companhia). Se ela não me informar, não tem aumento – declarou o ministro da Fazenda, refutando assim informação que circulou pelo mercado financeiro há alguns dias.

No fim de junho do ano passado, a Petrobras anunciou um aumento do preço dos combustíveis cobrados nas refinarias. A gasolina teve aumento de 7,83%, e o diesel, de 3,94%, desde 25 de junho. O Ministério da Fazenda, porém, isentou a comercialização destes combustíveis da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

– Dessa forma, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento – ele informou, na ocasião.

Como a Cide já está zerada, um eventual novo reajuste seria necessariamente repassado para os preços ao consumidor. Em outubro de 2012, a presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que um aumento de combustíveis no Brasil é algo que ocorrerá “certamente”, mas também acrescentou que ainda não há prazo para isso acontecer.

– O aumento de combustíveis certamente virá. Quando? Não tem data, é importante dizer. Não há previsão para aumento de combustíveis. Se você olha o longo prazo, médio prazo, eu diria que sim (haverá alta). Mas quando você olha o curto prazo, não há previsão para aumento de combustível no país – afirmou ela. Graça ressaltou, naquele momento, que o aumento não ocorreria no curto prazo.