Garotinho convida Piva para ser ministro da Fazenda

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 15 de julho de 2002 as 14:42, por: cdb

O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, criticou nesta segunda-feira a política econômica do governo federal e convidou o presidente da Fiesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo), Horacio Lafer Piva, para ser seu ministro da Fazenda, em caso de vitória nas eleições de outubro.
´Vou voltar aqui para chamar o Piva para ser meu ministro da Fazenda”, afirmou Garotinho durante apresentação de suas propostas de governo em encontro com presidenciáveis promovido pela Fiesp.
´Ele (Piva) só não vai ser o meu ministro se não quiser. Ele entende muito mais de política industrial do que os outros que estão aí”, disse o candidato. Garotinho não quis comentar sobre quem seriam ´os outros”.
Em entrevista coletiva concedida após o encontro, o candidato disse que não estava brincando. Piva recusou o convite dizendo que ainda tinha dois anos de mandato à frente da Fiesp e que iria cumpri-lo até o final.
Garotinho atacou a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica. Para ele, ´a estabilidade da moeda não impede o crescimento” e ´faltou um projeto nacional”.
´Acho nosso presidente uma elegância de pessoa, mas acho que venderam para ele uma coisa que não era o que ele pensava. Ele deveria procurar o Procon”, afirmou.
Garotinho reafirmou que é a favor de um acordo provisório com o FMI (Fundo Monetário Internacional) com duração de um ano para evitar turbulências na economia brasileira.
O acordo começa a ser debatido nesta semana entre o deputado federal Aloisio Mercadante (PT-SP) e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
Fraga defendeu na semana passada que todos os candidatos a presidente assinem um acordo provisório com o FMI.
Proposta
Garotinho disse que foi o melhor renegociador da dívida dos Estados com o governo federal e pontuou toda sua apresentação em sua gestão à frente do governo do Rio (1999-2002). ´A gestão do Rio de Janeiro se assemelha muito ao que vamos encontrar”, afirmou.
O candidato disse considerar importante o país ter metas de inflação como forma de nortear as políticas do governo e que é preciso manter a estabilidade dos preços e respeitar os contratos.
O presidenciável voltou a defender uma reforma tributária que aumente a oferta de créditos, exonere a produção e defina as responsabilidades das diferentes esferas do Executivo -federal, estadual e municipal.
Garotinho baseou sua proposta de reforma tributária no incentivo ao crédito, no combate às fraudes e no estímulo de formalização dos trabalhadores.
Segundo Garotinho, o governo FHC aprovou no congresso propostas mais difíceis do que a de uma reforma tributária. ´Ele não fez a reforma porque não quis.”