Garotinho contrário a candidatura única

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Publicado segunda-feira, 26 de novembro de 2001 as 10:13, por: cdb

Contrário à candidatura única das oposições à Presidência da República, o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, pré-candidato do PSB, disse que, se concorrer com mais de um nome, a esquerda terá mais chances de chegar ao segundo turno. Segundo Garotinho, na Bahia a situação é bem diferente, exigindo da oposição a construção de um nome forte e de consenso para enfrentar uma força hegemônica, que domina o Estado há uma década.

No plano nacional acha que quem começa muito forte, como Luís Ignácio Lula da Silva (PT), hoje com 32% nas pesquisas, acaba perdendo força no final da campanha. Ele lembrou sua própria trajetória ao governo carioca, que iniciou com 5% contra 64% do então prefeito César Maia e venceu no primeiro turno. Sobre o crescimento rápido de Roseana Sarney, que na última pesquisa registrou 17%, o presidenciável ironizou, afirmando que ela apareceu como uma moça simpática, elegante, mas sem proposta. “Se fosse um concurso para miss, eu perderia”, brincou.

Garotinho disse que ainda não foi mostrado ao eleitor brasileiro, mas acha que com 8% ou 9% está melhor que a governadora do Maranhão, que conta com um forte esquema de comunicação. Ainda em relação a Roseana, afirmou que é preciso não esquecer que o governo do pai dela foi alvo de uma CPI da Corrupção, na qual o único indiciado foi o marido dela, Jorge Murad.

“Fui investigado pela Receita Federal, que nada encontrou, porque tenho mãos limpas e não há contas minhas no exterior”, destacou, afirmando que o brasileiro tem que cassar a corrupção pelo voto. Quanto aos demais candidatos, destacou que o governador Itamar Franco (PMDB), como ex-presidente, e Ciro Gomes, que foi ministro, são 100% conhecidos, mas ambos estão no mesmo patamar dele.

Mudar rumo

Ao lado dos deputados Lídice da Mata e Renato Costa e do presidente do PSB baiano, Domingos Leonelli, Garotinho teve um encontro, no último sábado, em Itabuna, com as lideranças de seu partido no sul da Bahia, para colher subsídios para seu projeto de governo, que será apresentado durante o Encontro Nacional do PSB, de 30 próximo a 2 de dezembro. “Vou mudar o rumo da economia do País, priorizando o setor produtivo e de serviços, ao contrário do atual governo, que valorizou o acúmulo de riqueza e o sistema financeiro, que apresentou um lucro líquido de R$ 21 bilhões”, criticou.