Funasa confirma caso de pneumonia atípica no país

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Publicado quarta-feira, 9 de abril de 2003 as 09:03, por: cdb

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) confirmou nesta segunda-feira o segundo caso suspeito de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) no País: um menino chinês de quatro anos internado desde ontem no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas. A família do garoto chegou no último dia 25 da província chinesa da Província de Guang Dang, hoje o maior foco da epidemia na China – até ontem já tinham sido registrados 1268 casos da doença na província, com 53 mortes.

Segundo a Funasa, foram registrados no País até agora 13 casos suspeitos em oito diferentes Estados, dos quais apenas dois se enquadram dentro dos critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS): área de origem, sintomas e tempo de incubação da doença.

O chinês Wong Hoi Hung, de 44 anos, internado no Hospital Aliança, na capital baiana e considerado como suspeito de pneumonia asiática pela Vigilância Epidemiológica do Estado, não foi reconhecido pela Funasa.

O garoto chinês de quatro anos foi levado na segunda-feira para uma unidade de saúde da cidade de Sorocaba. Ele apresentava febre, tosse e falta de ar – sintomas da pneumonia. De lá ele foi transferido para o Hospital das Clínicas da Unicamp, de Campinas.

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, a criança tem apresentado melhora do quadro, está sem febre e deverá permanecer em observação, sendo possível alta hospitalar nesta quarta-feira. A Síndrome Respiratória Aguda Grave é rara em crianças e a maior proporção dos casos no exterior tem ocorrido em adultos de 25 a 70 anos.

A Secretaria de Saúde do Estado disse que o garoto está bem e deverá receber alta em breve. O isolamento, no entanto, deverá continuar na residência do menino, por pelo menos mais 10 dias.

A Vigilância Epidemiológica de São Paulo já determinou determinou que todas as pessoas que participaram do transporte da criança e a médica que o atendeu em Sorocaba fiquem em observação nos próximos 10 dias.

A jornalista inglesa Sally Blower, primeiro caso suspeito registrado no País, não apresenta mais febre e poderá receber alta na quinta-feira, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Ela esteve na Malásia e em Cingapura e apresenta os sintomas da doença. Os exames que podem comprovar se a jornalista é ou não vítima da doença devem ficar prontos nesta quarta-feira, segundo anunciou o ministro da Saúde, Humberto Costa.