França teve declínio de 0,1% em 2002

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Publicado terça-feira, 29 de abril de 2003 as 08:21, por: cdb

A economia da França se retraiu no último trimestre do ano passado, segundo novos dados estatísticos divulgados nesta terça-feira. Estimativas anteriores, que indicavam um pequeno crescimento, se mostraram excessivamente otimistas. O nível de atividade da economia francesa caiu 0,1% no período.

As más notícias sobre o estado da economia da França, a segunda maior da zona do euro, coincidem com resultados negativos sobre a expectativa de empresários. O índice de confiança de empresários em abril caiu para 92, comparado a 95 registrado em março, de acordo com o instituto nacional de estatísticas oficiais.

Esse foi o segundo mês consecutivo de aumento do pessimismo de empresários, e surpreendeu analistas, pois a maioria previa aumento do índice de confiança em abril depois de uma queda acentuada em março.

O clima entre os empresários foi afetado pela guerra no Iraque e também por campanhas publicitárias exortando os consumidores americanos a boicotarem produtos franceses.

– O temor de um boicote por empresas e consumidores americanos pode ter exacerbado o pessimismo. No entanto, não acreditamos que um boicote afetaria o comércio, porque os Estados Unidos são o quarto parceiro comercial da França – disse à agência de notícias Reuters Laure Maillard, economista da CDC IXIS.

– Um boicote afetaria principalmente produtos culturais e alimentares, que representam a menor parcela do comércio. O problema é o euro valorizado e pesando sobre o comércio, e é por isso que a França pode perder mercados – afirmou.

As previsões para este ano são de que a economia da França vai crescer 1,2%.

Outros dados divulgados nesta terça-feita mostram que os preços ao produtor subiram 0,4% em março, também surpreendendo analistas.

Já na área fiscal, as estatísticas confirmam que o déficit público da França em 2002 chegou a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Isso significa que o déficit mais do que dobrou em relação ao ano anterior e ultrapassou o limite de 3% do PIB fixado pelo tratado de Maastricht, que viabilizou a criação do euro.