França fecha 42 mil postos de trabalho

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Publicado terça-feira, 11 de dezembro de 2012 as 13:32, por: cdb
Um total de 41,7 mil postos de trabalho foram perdidos na França no setor assalariado

Um total de 41,7 mil postos de trabalho foram perdidos na França no setor assalariado durante o terceiro trimestre de 2012, sobretudo entre os trabalhadores temporários, a indústria e a construção, informou uma fonte oficial.
O Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee) assinalou que o maior impacto sofrem aqueles que têm um contrato de tempo parcial ou com salário reduzido, onde foram suprimidos 31,3 mil empregos.

Enquanto isso, no ramo industrial desapareceram entre julho e setembro 5,5 mil postos e, na construção, a baixa foi de 2,7 mil, explicou o Insee. A categoria de emprego assalariado compreende todos os trabalhadores contratados por um patrão privado ou público, seja temporário ou sem tempo determinado, que recebem um salário fixo mensalmente e abarca na França cerca de 16 milhões de pessoas.

Nessa cifra não estão incluídos os comissionados, trabalhadores por conta própria, proprietários de pequenos negócios ou profissionais particulares, cuja renda depende de suas vendas ou serviços. As estatísticas do ministério de Trabalho apontam que, no país, o desemprego afeta 10,6% da população em idade de trabalho, isto é, mais de 3,1 milhões de habitantes.

O governo do presidente François Hollande reconheceu que esse indicador continuará aumentando pelo menos até finais do próximo ano, quando devem começar a render frutos os programas empreendidos recentemente para combater esse fenômeno. Figura entre eles os denominados Empregos do Futuro, destinados a criar ao redor de 150 mil postos temporários para jovens das áreas menos favorecidas, que receberão facilidades para continuar sua capacitação e conseguir sua inserção definitiva no mercado de trabalho.

Outro plano, chamado Contratos de Geração, consiste em dar estímulos fiscais às empresas que contratarem jovens e mantiverem os antigos trabalhadores para serem utilizados como instrutores. As principais organizações sindicais consideram insuficientes estas medidas devido à magnitude do fenômeno e exigem reformas mais profundas, entre elas, abandonar as políticas de austeridade.